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Com redução da quantidade de BCG, Minas confirma racionamento da vacina

Secretário de saúde de Minas, Fábio Baccheretti, garante que não há risco de faltar imunizante

O estado tem feito o uso racional do imunizante

O governo de Minas confirmou, nesta quarta-feira (1), o atraso no repasse de doses da vacina BCG, que protege contra a tuberculose, pelo Ministério da Saúde. O assunto foi levantado por entidades médicas alertam para redução no fornecimento por questões logísticas e de importação.

“Nós temos um estoque suficiente, mas a vinda de novas remessas do Ministro da Saúde está atrasada. Então, a gente está fazendo plano de contingência de uso racional para que a gente consiga remanejar o estoque existente. O compromisso do Governo Federal de que, nos próximos meses, (o repasse) será readequado ”, disse o secretário de saúde de Minas, Fábio Baccheretti.

A pasta implica o “uso racional” das vacinas. “(Isso significa) não ter desperdício da vacina. Alguns municípios têm mais estoque do que outros, a gente vai redistribuir e, caso seja necessário, a gente não terá risco de alguém ter estoque sobrando ou vencendo”, acrescentou.

Uma das diretoras da Sociedade Brasileira de Imunizações Flávia Bravo disse que o racionamento da vacina BCG no Brasil já ocorre há seis anos. “Essa vacina é produzida por um fabricante brasileiro. Nos últimos anos, houve um fornecimento intermitente por questões ligadas a controle de qualidade para fabricação e permissão para fabricação”, explicou.

Segundo a especialista, todas as vacinas têm que passar por um controle de qualidade e tem acontecido problemas nos últimos anos. “Com isso, o fabricante está sendo impedido de fornecer. Junto a isso, há uma dificuldade de importação”, disse.

As vacinas disponíveis hoje no sistema público é uma vacina indiana. “Porém, também é complicado a importação de vacina. Cabe aos estados e municípios estabelecerem estratégias para que não haja desperdícios para que essas doses sejam suficientes para vacinar a população alvo”, acrescentou.

Em nota, o Ministério da Saúde garante que não há desabastecimento da BCG no Brasil. “A pasta esclarece que houve uma readequação no envio da vacina aos estados em razão do processo de aquisição do imunizante para a entrada do produto no país”, afirmou.

(Larissa Ricci com informações de Matheus Oliveira)

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