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Vendas da Volkswagen caem com a concorrência chinesa; montadora avalia demissões

Gigante alemã do setor automotivo teve quedas expressivas nas vendas para o mercado chinês

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Fábrica da Volkswagen em Zwickau, no leste da Alemanha
Fábrica da Volkswagen em Zwickau, no leste da Alemanha • AFP

A montadora alemã Volkswagen, gigante do setor automotivo, anunciou nesta sexta-feira (10) que registrou uma queda de 8,6% nas vendas globais de veículos no segundo trimestre de 2026, totalizando 2,08 milhões de unidades. Com resultados mais fracos, a empresa avalia uma reestruturação drástica, com demissões e redução de suas linhas de montagem.

O resultado negativo pode ser explicado pela queda das vendas na China, onde a montadora compete com a popularização dos carros elétricos, que também estão se tornando um problema em outros mercados. Essa deterioração do mercado ofuscou os bons resultados obtidos na América do Norte e Europa.

Somente na China, as entregas da Volkswagen despencaram 37%, somando apenas 424.300 veículos em um mercado de milhões de consumidores. Esse recuo anula o salto de 7,7% nas vendas na América do Norte, e de 1,8% na Europa.

“A situação na China continua desafiadora, onde não conseguimos escapar de um declínio significativo [no primeiro semestre]”, disse Marco Schubert, da diretoria de vendas do grupo alemão.

O segmento de veículos elétricos também sofreu uma queda global de 4,2% se comparado com o mesmo período do ano passado, com somente 238.400 unidades. A queda é justificada por um recuo de 49% nos Estados Unidos, com o fim de subsídios governamentais para carros elétricos, e 36% na China.

Resposta a crise

Como resposta à crise, a empresa preparava um plano de reestruturação que incluía a demissão de até 100 mil funcionários em todo o grupo e o possível fechamento de fábricas na Alemanha. O objetivo é tornar o grupo mais enxuto em um momento de forte concorrência da China e pressão das tarifas dos Estados Unidos.

Contudo, as medidas foram rejeitadas pelos representantes dos trabalhadores no conselho de supervisão da empresa nessa quinta-feira (9). Por 12 votos a 7, o colegiado negou a proposta do presidente-executivo da empresa, Oliver Blume.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.