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Indústria mineira recua quase 2% em maio, mas segue positiva no ano

Levantamento da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) mostra arrefecimento do setor

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Alto-Forno-3 da Usiminas, em Ipatinga (MG)
Alto-Forno-3 da Usiminas, em Ipatinga (MG) • Usiminas | Divulgação

A produção industrial de Minas Gerais recuou quase 2% na passagem de abril para maio, considerando a série com ajuste sazonal, mas segue com um crescimento de 1,2% no acumulado do ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Segundo a entidade, os números reforçam os sinais de arrefecimento da atividade industrial no estado. Apesar da desaceleração, o resultado acumulado do ano permaneceu positivo, sustentado pelo avanço de 2% da indústria extrativa e pelo crescimento de aproximadamente 1% da indústria de transformação.

Na comparação mensal, a principal contribuição negativa veio da indústria extrativa, que recuou cerca de 4%. Também foram registradas quedas de aproximadamente 7% na fabricação de máquinas e equipamentos, de 6% na produção de derivados de petróleo e biocombustíveis e de 4% na metalurgia.

Alguns segmentos apresentaram crescimento em maio, como a fabricação de produtos do fumo, que avançou quase 15%, seguida pelo setor de produtos químicos, com alta de aproximadamente 12%. A produção de celulose e papel cresceu 8%, enquanto a fabricação de veículos cresceu 2%.

Ainda de acordo com a Fiemg, para os próximos meses o cenário é moderado. A entidade afirma que o ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic, pode melhorar gradualmente as condições de crédito e de financiamento dos investimentos. Entretanto, com a taxa em 14,25% ao ano, a política monetária permanece restritiva.

“A perspectiva para 2026 é de que a indústria mineira acumule crescimento, ainda que moderado, demonstrando sua resiliência em um cenário de incertezas. O desempenho do setor estará condicionado, sobretudo, à intensidade da flexibilização monetária, à recuperação da demanda doméstica e ao comportamento dos mercados internacionais de commodities”, avalia o economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio.

Em termos de cenário internacional, a Fiemg cita incertezas relacionadas às tensões geopolíticas, oscilações nos preços das commodities e menor dinamismo do comércio mundial. A economia chinesa ainda permanece como ponto de atenção, principalmente pelos impactos na demanda por minério de ferro e produtos metálicos.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.