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Trabalhadores poderão consultar saldo do FGTS para quitar dívidas no fim de maio

Instituições financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores

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Recursos devem beneficiar 10 milhões de trabalhadores
Governo espera que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões do fundo para dívidas de trabalhadores • Joédson Alves/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou, nesta quinta-feira (14), que o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) disponível para quitar dívidas por meio do Novo Desenrola poderá ser consultado a partir do dia 25 de maio. A medida permite o uso de até 20% do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortizar ou quitar o débito.

Após a consulta, as instituições financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal. Após a validação do contrato, a Caixa fará a transferência direta do valor à instituição financeira.

Segundo o MTE, a expectativa é de que até R$ 8,2 bilhões do FGTS possam ser utilizados para a renegociação de dívidas por meio do programa. No momento, a Caixa está finalizando a integração dos sistemas e iniciando os testes operacionais.

O Novo Desenrola oferece descontos entre 30% e 90% na dívida de clientes com bancos, em condições de juros baixos (1,99%) e prazo alongado em até 48 meses para o pagamento. Podem ser renegociadas no programa dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, atrasadas entre 90 dias e dois anos, e ligadas ao cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Na última segunda-feira (11), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que em apenas uma semana quase R$ 1 bilhão em dívidas de 200 mil pedidos. Desses, 100 mil praticamente fechados e em volume crescente. Cada dia a gente tem visto mais renegociações sendo feitas”, disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.