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Tensão no Oriente Médio adia decisão sobre subsídio à gasolina

Segundo o ministro da Fazenda, Dário Durigan, a alta do petróleo exige cautela, mas o governo ainda pretende discutir a retirada parcial ou total do benefício na próxima semana

PorBrasília
O ministro da Fazenda, Dario Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan • Washington Costa/MF

O Governo Federal deve adiar para a próxima semana a decisão sobre a manutenção ou o fim do subsídio à gasolina, em razão da guerra no Oriente Médio. A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (9), pelo ministro da Fazenda, Dário Durigan.

Ele avalia que a nova alta do petróleo, com barril tipo brent acima dos US$80, exige um olhar atento, mas que ainda assim, a medida pode estar chegando ao fim.

“Nós temos de adotar cautela. Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial, seja totalmente”

Dario Durigan, ministro da Fazenda

Em maio, o governo criou um subsídio de R$ 0,44 por litro para a gasolina produzida no Brasil ou importada. A medida foi anunciada com validade inicial de dois meses e teve como objetivo reduzir os impactos da guerra para a população brasileira. 

Junto com a medida, o governo federal anunciou um pacote para conter a alta dos combustíveis. Entre as ações estavam a concessão de subsídios para o diesel, a gasolina, o gás de cozinha e o querosene de aviação, além da isenção de tributos federais sobre o biodiesel e da criação de linhas de crédito para o setor aéreo.

Já em 1º de julho, o governo encerrou o subsídio ao diesel. A expectativa era de que uma decisão semelhante fosse anunciada em relação à gasolina. O fato é que o preço dos combustíveis voltou a subir depois que os Estados Unidos retomaram a onda de ataques contra o Irã. Os países tinham feito um acordo de cessar-fogo que durou pouco mais de três semanas, e acabou desfeito.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.