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Sem definição, governo deixará medidas econômicas para após viagem de Lula

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que as discussões serão feitas com representantes de diferentes setores para que uma proposta seja apresentada a Lula depois de suas viagens para Turquia, para participar da COP31, e depois para as Filipinas

Por, Brasília
O ministro da Fazenda, Dario Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan. • Washington Costa/MF

Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir o cenário econômico do país, ainda não há definição sobre medidas específicas para enfrentar os desafios das contas públicas. Ficou acordado que os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, vão aprofundar as discussões com representantes de diferentes setores para apresentar uma proposta a Lula após o retorno da viagem à Turquia e à Filipinas, em meados de novembro. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Fazenda.

Adiantando alguns objetivos que serão seguidos, Durigan defendeu a construção de uma agenda econômica “resoluta e bastante clara para o futuro”, com atenção à sustentabilidade das contas públicas. De acordo com ele, a linha não será muito diferente do que foi previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, elaborado pelo Ministério do Planejamento, e enviado ao Congresso Nacional.

O texto estabelece uma meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

O ministro afirmou que o encontro teve como objetivo compartilhar diagnósticos sobre a situação econômica do país, não foi para discutir medidas pontuais. Entre os principais desafios mencionados estão a taxa básica de juros, considerada elevada, os efeitos da guerra sobre os preços dos combustíveis e o impacto do custo de vida no orçamento das famílias.

Preocupação com orçamento de promessas de campanhas

A discussão ocorre em meio à preocupação com o equilíbrio fiscal e os compromissos sociais assumidos por Lula em campanha. A estimativa é que seja necessário remanejar pelo menos 20 bilhões de reais para acomodar as novas despesas. Há pressão para o anúncio de uma nova estratégia fiscal para 2027 e o decorrer do próximo mandato.

Nos últimos dias, Durigan já havia defendido um ajuste gradual das contas públicas e descartado a proposta de limitar a taxa de juros. Ele também indicou que a equipe econômica trabalha na avaliação de programas existentes e na identificação de oportunidades para melhorar o resultado primário, que considera receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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