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Lula deve definir ministros do quarto mandato somente após viagem à Turquia e às Filipinas

Presidente pretende iniciar as escolhas depois de retornar ao Brasil, em novembro. Casa Civil e Fazenda devem estar entre as primeiras pastas a serem definidas; aliados já movimentam os bastidores por espaço no novo governo.

Por, Brasília
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. • Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve deixar para depois de sua viagem internacional à Turquia e às Filipinas as decisões sobre a composição ministerial do quarto mandato. A expectativa de aliados é que as definições comecem após o retorno do petista ao Brasil, previsto para 16 de novembro.

De acordo com pessoas próximas ao presidente, Lula ainda não iniciou as conversas sobre os nomes que vão integrar a nova equipe. Enquanto isso, integrantes do governo e partidos aliados já se movimentam nos bastidores para conquistar espaço na Esplanada dos Ministérios.

A tendência é que as primeiras escolhas envolvam a Casa Civil e o Ministério da Fazenda, duas das principais estruturas do governo federal.

Disputa pela Casa Civil e Fazenda

Para a Casa Civil, os nomes mais citados são os do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação.

Já para o comando da equipe econômica, aparecem entre os cotados o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

O nome de Fonteles, contudo, não é bem visto no mercado. A indicação é vista pelo setor financeiro como uma sinalização de que os ajustes fiscais necessários no governo podem não ocorrer, ou serem limitados. Desde que Lula ganhou o segundo turno, o Ibovespa despencou 17%, a 169,1 mil pontos, enquanto o dólar subiu de R$ 4,98 para R$ 5,38. 

Outros nomes também são considerados para permanecer no governo. Entre eles estão Guilherme Boulos, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência; Alexandre Padilha, da Saúde; Bruno Moretti, do Planejamento; e a ex-ministra Gleisi Hoffmann.

Segurança pública no centro das prioridades

A segurança pública deve ganhar espaço entre as prioridades do próximo governo, especialmente após o protagonismo que o tema teve na campanha da oposição e diante da dificuldade histórica do PT em construir um discurso consistente nessa área. Para comandar o Ministério da Justiça, um dos nomes cotados é o do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), derrotado ainda no primeiro turno na disputa pelo governo de São Paulo.

A possível indicação considera a atuação de Haddad à frente da equipe econômica, especialmente iniciativas da Receita Federal no enfrentamento ao crime organizado. O ex-ministro também aparece entre os cotados para a Casa Civil, embora com menos força que o senador Camilo Santana, e para retornar ao Ministério da Educação, pasta que comandou durante o primeiro governo Lula.

Lula deve embarcar em 9 de novembro para Antália, na Turquia, onde participará da COP 31, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Na sequência, o presidente fará uma visita de Estado às Filipinas, a partir de 13 de novembro. Nos dias 14 e 15, está prevista a participação brasileira na cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático.

A expectativa é que, depois de cumprir os compromissos internacionais, Lula concentre as atenções na montagem do novo governo, que começa em janeiro de 2027.

 

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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