Prévia do PIB recua pelo segundo mês seguido e fica abaixo da expectativa
IBC-Br caiu em 0,22% em julho, a expectativa do mercado era de 0,10% ; agropecuária e indústria pressionaram o resultado

A atividade econômica brasileira começou o terceiro trimestre em queda, com o resultado pior que o esperado pelo mercado. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quarta-feira (16) e considerado uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,22% em julho quando comparado com o mês anterior. A média das projeções do mercado apontava para uma retração de 0,10%.
Esse é o segundo mês consecutivo que o Banco Central (BC) marca um abaixo das expectativas. Em junho, o indicador também havia recuado, de acordo com o BC a queda foi de 0,64% para 0,88%.
Isso significa que a economia perdeu força mais rápido que o esperado para o início do terceiro trimestre, embora a queda de julho tenha sido bem menor do que a registrada no mês anterior.
De acordo com o índice, o baixo desempenho econômico de julho foi influenciado em grande parte pela agropecuária, que caiu 1,15% em relação a junho. A indústria também ajudou, com queda de 0,40%, enquanto o setor de serviços ficou praticamente estável, com variação de -0,01%.
Na prática, os números mostram que a perda de ritmo não ficou concentrada apenas no campo, a indústria também produziu menos em relação ao mês anterior, enquanto os serviços ficaram praticamente parados nos números.
Apesar das duas quedas mensais consecutivas, os dados ainda mostram avanço se comparados com o mesmo período do ano passado. O IBC-Br de hoje para julho de 2025 aumentou 1,14%, com todos os principais setores aquecidos: a agropecuária cresceu 3,69%; os serviços, 1,26%; e a indústria, 0,47%.
O IBC-Br funciona como um termômetro mensal da economia e ajuda o BC decisões sobre a taxa Selic, os juros básicos do país. O índice reúne dados de setores como indústria, serviços e agropecuária, além dos impostos sobre produtos, e ajuda a mostrar se a atividade econômica está acelerando ou perdendo força.
Uma economia em crescimento tende, de maneira geral, a favorecer a produção, o consumo, os investimentos e a geração de renda e empregos.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



