Banco Central realiza quinto corte seguido na taxa Selic
Taxa de juros foi reduzida para 13,75% ao ano na última reunião do Copom antes das eleições de outubro

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cortou a taxa básica de juros pela quinta vez seguida em 2026 nesta quarta-feira (16). Com a decisão dos diretores da autoridade monetária, a Selic foi reduzida de 14% ao ano para 13,75% na última reunião do colegiado antes das eleições de outubro.
A redução nos juros de referência já era esperada pelo mercado financeiro, considerando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, recuou 0,32% em agosto, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última sexta-feira (13).
Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,44% para 4,22%, ficando abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. O indicador é a principal baliza para a decisão do Copom, que tem como meta levar a índice de preços para 3%.
"O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", diz o comunicado do BC.
Apesar do corte, o colegiado ressaltou que o ambiente externo permanece incerto em razão da guerra no Oriente Médio e da política monetária nas economias desenvolvidas. Em relação ao cenário doméstico, o grupo afirma que os indicadores mostram uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente.
"Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta", afirma.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



