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População na pobreza cai em Minas Gerais, mas extrema pobreza segue estável

População vivendo na linha da pobreza caiu para o menor nível da série histórica do IBGE em Minas Gerais

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Estudo do Banco Mundial apontou queda na população em extrema pobreza no Brasil em 2020
Pobreza em Minas Gerais caiu de 19,6% para 16,8% • Adão de Souza/PBH

O nível de pessoas na pobreza em Minas Gerais caiu de 19,6% da população em 2023 para 16,8%, o menor nível da série histórica medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3), no capítulo da Síntese dos Indicadores Sociais sobre Padrão de Vida e Distribuição de Rendimentos de 2024.

O movimento reflete a queda observada nacionalmente, mas não se repete no que tange ao nível de pessoas em situação de extrema pobreza. Entre 2023 e 2024, esse recorte se manteve estável em 2,2% da população, repetindo o menor patamar da série histórica, considerando os padrões de medição do Banco Mundial.

A instituição considera as pessoas na pobreza aquelas que vivem com rendimento domiciliar per capita inferior a R$ 694 por mês (US$ 6,85 por dia). Já a classificação de extrema pobreza considera a população que sobrevive com R$ 218 por mês (US$ 2,15 por dia).

O que se observa no estudo é uma queda expressiva nos níveis de pobreza e extrema pobreza desde 2021, no auge da pandemia de Covid-19. Na época, Minas Gerais tinha cerca de 31,5% da população na linha da pobreza, enquanto a porcentagem de pessoas abaixo da linha da extrema pobreza chegava a 5,3%.

Mercado de trabalho

Em 2024, o rendimento domiciliar per capita médio das pessoas residentes em Minas Gerais foi de R$ 1.952, valor abaixo das médias nacional (R$ 2.017) e regional (R$ 2.377), sendo o estado com os menores valores da região Sudeste. Enquanto no Brasil, entre 2023 e 2024 houve um aumento de 4,9% no rendimento domiciliar, em Minas Gerais houve uma redução de 0,5%.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.