Quanto rende o Tesouro Direto? Veja como calcular e escolher o título adequado
A rentabilidade depende do título escolhido, de taxas, do prazo e das condições de mercado. Entenda como funcionam as principais modalidades

Quando o assunto é renda fixa, uma das dúvidas mais comuns de quem está começando a investir é: quanto rende o Tesouro Direto? O retorno varia conforme o título escolhido, o momento da aplicação, o prazo do investimento e a necessidade de resgate antecipado.
O Tesouro Direto permite investir em títulos públicos com diferentes formas de remuneração. Há opções vinculadas à taxa Selic, à inflação ou a uma taxa prefixada, além de títulos desenvolvidos para objetivos específicos, como aposentadoria e educação.
Dessa forma, mais importante do que ter atenção apenas para a taxa apresentada é entender como cada título remunera o dinheiro e qual deles está alinhado ao objetivo financeiro do investidor.
Quanto rende o Tesouro Direto hoje?
As taxas podem mudar ao longo do dia. Por isso, os números apresentados em uma determinada data não devem ser tratados como uma promessa de rentabilidade futura. Entre os principais títulos estão:
- Tesouro Prefixado: oferece uma taxa definida no momento da compra, permitindo conhecer a rentabilidade contratada para o vencimento, desde que o título seja mantido até essa data
- Tesouro Selic: acompanha a variação da taxa Selic e é uma alternativa frequentemente utilizada para objetivos de curto prazo e reserva de emergência
- Tesouro IPCA+: combina uma taxa fixa com a variação do IPCA, buscando preservar o poder de compra no longo prazo
- Tesouro Educa+: voltado ao planejamento financeiro relacionado à educação
- Tesouro RendA+: desenvolvido para quem pretende construir uma fonte de renda para a aposentadoria
Portanto, não existe um único rendimento do Tesouro Direto. Cada título tem uma regra de remuneração própria. Para acompanhar as taxas efetivamente disponíveis no momento da aplicação, o investidor deve consultar o Tesouro Nacional ou a instituição financeira pela qual pretende investir. No Super App do Banco Inter, é possível acessar opções de Tesouro Direto e realizar a aplicação de forma digital.
Rendimento de R$ 100 no Tesouro Prefixado, Selic e IPCA+
Uma simulação ajuda a visualizar a diferença entre as modalidades. Considerando os valores fornecidos como referência, uma aplicação de R$ 100 apresentaria aproximadamente os seguintes montantes:
Prazo Tesouro Prefixado Tesouro Selic Tesouro IPCA
3 meses R$ 102,36 R$ 101,88 R$ 101,91
6 meses R$ 104,77 R$ 103,80 R$ 104,04
12 meses R$ 110,62 R$ 108,43 R$ 108,81
*A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos e representa apenas uma simulação.
Esses valores são exemplos de simulação e não representam uma garantia de quanto o investidor receberá. As taxas podem mudar e a rentabilidade líquida também é afetada por impostos e, em determinadas situações, pela venda antecipada.
Qual título do Tesouro Direto rende mais?
A resposta depende do cenário econômico e do período analisado. O título que apresenta a maior taxa em determinado momento não necessariamente será o mais adequado para todos os investidores. A escolha pode seguir uma lógica simples:
- Tesouro Selic → para quem prioriza liquidez e acompanha a taxa básica de juros
- Tesouro Prefixado → para quem busca previsibilidade e pretende manter o investimento até o vencimento
- Tesouro IPCA+ → para quem tem objetivos de longo prazo e quer uma remuneração composta por inflação mais uma taxa real
- Tesouro Educa+ → para quem deseja planejar recursos destinados à educação
- Tesouro RendA+ → para quem está construindo uma estratégia de renda futura para a aposentadoria.
Além do rendimento bruto, é importante considerar prazo, liquidez, inflação, impostos e possibilidade de precisar do dinheiro antes do vencimento.
O que pode reduzir o rendimento do Tesouro Direto?
A taxa anunciada na compra não deve ser confundida com o retorno líquido que chegará ao bolso do investidor. Alguns fatores podem diminuir o resultado:
- Imposto de Renda: segue a tabela regressiva aplicável aos investimentos de renda fixa
- IOF: pode incidir em resgates realizados em prazo inferior a 30 dias
- Marcação a mercado: títulos vendidos antes do vencimento podem apresentar valorização ou desvalorização de acordo com as condições do mercado
- Custos eventualmente cobrados: é importante verificar as condições da instituição utilizada para investir
- Inflação: deve ser considerada especialmente na análise do retorno real do investimento
A marcação a mercado merece atenção. Imagine que um investidor compre um Tesouro Prefixado e, posteriormente, as taxas de juros do mercado subam. O preço daquele título pode cair. Se ele precisar vendê-lo naquele momento, poderá receber menos do que esperava.
Por outro lado, manter o título até o vencimento, respeitando as condições da aplicação, permite receber a remuneração prevista para aquele papel, descontados os impostos e custos aplicáveis.
FAQ – Perguntas frequentes sobre o rendimento do Tesouro Direto?
Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Direto?
Não existe um valor único. O resultado depende do título, da taxa contratada, do prazo e dos impostos. Para saber quanto uma aplicação de R$ 1.000 pode render, é necessário fazer uma simulação com as taxas vigentes.
O Tesouro Selic rende todos os dias?
A rentabilidade do título acompanha a variação da Selic, mas o resultado observado pelo investidor também depende do período em que o dinheiro permanece aplicado e da tributação.
Tesouro IPCA+ rende mais que Tesouro Selic?
Não necessariamente. São títulos com características diferentes. O IPCA+ combina inflação e uma taxa fixa, enquanto o Selic acompanha a taxa básica de juros. A comparação depende do período e das taxas disponíveis.
O Tesouro Prefixado garante o rendimento informado?
A taxa contratada estabelece a remuneração prevista para o vencimento, desde que o investidor mantenha o título até a data definida. A venda antecipada pode resultar em valor diferente por causa da marcação a mercado.
O Tesouro Direto tem juros compostos?
Sim. Quando os rendimentos permanecem investidos, eles passam a contribuir para a formação dos rendimentos seguintes, favorecendo o efeito dos juros compostos ao longo do tempo.
É possível perder dinheiro no Tesouro Direto?
Sim, especialmente em uma venda antecipada de títulos sujeitos à marcação a mercado. Por isso, é importante escolher o investimento de acordo com o prazo do objetivo financeiro.
Qual é o Tesouro Direto mais indicado para iniciantes?
Não existe uma opção universal. Para objetivos de curto prazo e necessidade de liquidez, o Tesouro Selic pode ser uma alternativa. Para metas de longo prazo, títulos como IPCA+, Educa+ ou RendA+ podem fazer mais sentido, dependendo do objetivo e do perfil do investidor.
Jornalista com 20 anos de experiência em produção de conteúdo e edição para diferentes formatos e públicos. Destaque para trabalhos em veículo de imprensa - jornal impresso e digital, além de instituições públicas e entidades privadas, com foco em comunicação corporativa e assessoria de imprensa. Na Itatiaia, Rafael Passos é freelancer e colabora com conteúdos de GEO.




