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B3 lança novo indicador de renda fixa atrelado ao Tesouro Selic

Novo indicador contribui para que investidores tenham mais transparência na avaliação de estratégias ligadas a taxa de juros

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Indicador está atrelado ao Tesouro Selic pós-fixado • Leandro Martins | B3

A B3 lançou, nesta quinta-feira (26), um novo indicador para medir o mercado de renda fixa. O Índice Tesouro Selic Low Turnover (ISELIC Low T B3) vai acompanhar o desempenho médio de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos públicos pós-fixados atrelados a variação da taxa básica de juros brasileira.

Por terem baixo risco, alta liquidez e rentabilidade com a Selic a 14,75% ao ano, esses títulos são amplamente utilizados por investidores que buscam segurança, ou por instituições financeiras que procuram gestão de caixa. As LFTs também ajudam no financiamento da dívida pública e na transmissão da política monetária, contribuindo para o sistema financeiro.

Segundo o gerente de Produtos da B3, Hênio Scheidt, o novo indicador contribui para que investidores, gestores e emissores tenham mais transparência na avaliação de desempenho de estratégias vinculadas à taxa de juros.

“Com o Índice Tesouro Selic Low Turnover B3, ampliamos o conjunto de referências para o mercado de renda fixa com a utilização de um indicador focado em LFTs com critérios claros de elegibilidade e baixa rotatividade da carteira”, disse.

De acordo com a B3, o ISELIC Low T B3 é um indicador que considera tanto a variação de preços dos títulos quanto os fluxos de caixa ao longo do tempo. A carteira teórica é formada por títulos emitidos com prazo igual ou superior a dois meses, com vencimento a partir de 12 meses e que apresentem volume médio diário de negociação acima de um patamar definido.

Os títulos que deixarem de cumprir esses critérios ou que apresentarem queda relevante de liquidez são excluídos em rebalanceamentos posteriores. “A combinação de critérios de prazo e liquidez foi pensada para que o índice represente uma carteira de LFTs mais estável e com boa negociabilidade no mercado secundário”, ressaltou Scheidt.

Ponderação e rebalanceamento

Os títulos utilizados na carteira são ponderados por valor de mercado a partir do estoque de cada LFT e o volume médio diário de negociação no mercado secundário. Cada um desses critérios tem peso de 50% na definição de cada papel na carteira teórica.

Os rebalanceamentos serão realizados trimestralmente, no quinto dia útil dos meses de janeiro, abril, julho e outubro, quando os pesos são recalculados de acordo com as informações mais recentes dos títulos públicos.

“A forma de ponderação do índice busca equilibrar a relevância econômica de cada título, medida pelo seu estoque, com a sua liquidez efetiva. Dessa maneira, o ISELIC Low T B3 tende a refletir tanto o tamanho quanto a negociabilidade das diferentes emissões de LFTs”, completou Hênio Scheidt.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.