Preço do petróleo dispara após ataques dos Estados Unidos ao Irã e redução de tráfego em Ormuz
Segundo os dados mais recentes da Kpler, empresa que monitora o tráfego marítimo, apenas dez embarcações comerciais, nenhuma transportando petróleo bruto, puderam ser rastreadas

Os preços globais do petróleo registraram alta significativa nesta terça-feira (16), atingindo o nível mais elevado em um mês. O aumento é impulsionado por ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela diminuição do tráfego de embarcações pelo estratégico Estreito de Ormuz.
O petróleo Brent, referência global, subia 1,5%, para US$ 84,56 o barril, às 12h15 (horário de Hong Kong), sendo negociado em seu nível mais alto desde 12 de junho. Os contratos futuros de petróleo dos Estados Unidos subiram 1,9%, para US$ 79,51 o barril, somando-se à alta de 9% da véspera.
Segundo os dados mais recentes da Kpler, empresa que monitora o tráfego marítimo, apenas dez embarcações comerciais, nenhuma transportando petróleo bruto, puderam ser rastreadas transitando pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira (15).
Um quinto do abastecimento mundial de petróleo transita por essa importante passagem marítima. Seu fechamento efetivo durante o conflito no Oriente Médio fez com que os preços disparassem devido às expectativas de uma escassez global sem precedentes.
No entanto, compradores estão encontrando soluções alternativas para a escassez de oferta, limitando, por ora, novos aumentos de preço. Os principais consumidores de petróleo bruto têm recorrido a estoques de emergência, ao mesmo tempo que compram mais energia dos Estados Unidos, o maior produtor mundial de petróleo e gás natural.
A China está exportando níveis recordes de tecnologia de energia limpa, à medida que os países buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis após o conflito na região. As importações chinesas de petróleo bruto em junho caíram 41,3% em relação ao ano anterior, segundo dados alfandegários divulgados nesta terça-feira (16).
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã motiva os países do Golfo a estudarem a possibilidade de construir rapidamente oleodutos para evitar o Estreito de Ormuz. Segundo previsões de analistas do Goldman Sachs, essa medida poderá substituir cerca de metade das exportações do Golfo em relação ao período anterior à guerra até o final de 2027.
Ainda assim, o preço do barril de petróleo permanece sob pressão devido ao cenário geopolítico instável. Sandi Sidhu, da CNN, contribuiu com esta reportagem.
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