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Mercado reavalia futuro das redes de farmácias com avanço das canetas emagrecedoras

Potencial venda direta de fabricantes, aumento da concorrência e entrada de supermercados pressionam as ações das grandes redes

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Quebra da patente da semaglutida da farmacêutica Novo Nordisk abre novos caminhos para as canetas emagrecedoras nacionais
Quebra da patente da semaglutida da farmacêutica Novo Nordisk abre novos caminhos para as canetas emagrecedoras nacionais • JOHAN NILSSON/TT News Agency via AFP

O mercado de varejo farmacêutico no Brasil enfrenta um período de incerteza e reavaliação por parte dos investidores, apesar da expansão na demanda por canetas emagrecedoras. Mudanças na cadeia de distribuição, aumento da concorrência e novas possibilidades de venda direta pelos fabricantes levantam dúvidas sobre o futuro do setor.

De acordo com Thiago Godoy, educador financeiro e apresentador da Resenha do Dinheiro, a discussão já começou a ser precificada pelo mercado. “Uma das questões que passou a mexer com a Bolsa foi a possibilidade de venda direta do fabricante ao consumidor. O mercado já reagiu a esse cenário. Se o fabricante passa a vender diretamente ao consumidor, há um potencial desequilíbrio, pois as redes farmacêuticas podem perder espaço”, explica Godoy.

Além da desintermediação, investidores também acompanham o avanço da concorrência. A expectativa é que a chegada de novos fabricantes de canetas e de versões genéricas dos medicamentos aumente a competição e pressione preços, impactando as margens de lucro das empresas do varejo farmacêutico.

Essa discussão vai além de um medicamento específico, representando uma possível mudança estrutural na cadeia de distribuição, avalia o apresentador. “Hoje existe toda uma cadeia de distribuição, com as redes de farmácia atuando tanto nas lojas físicas quanto nas vendas online. Se o fabricante conseguir avançar na regulamentação e vender diretamente ao consumidor final, toda a estrutura desse mercado muda”, acrescenta.

Outra possibilidade que entrou no radar dos investidores é a de os supermercados ampliarem sua participação na venda de medicamentos, pontua Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos. “As farmácias naturalmente não querem essa mudança, porque ela pode reduzir ainda mais o interesse dos investidores nas grandes redes. Os supermercados têm um poder de negociação muito forte com os fornecedores e isso pode se tornar uma grande pedra no sapato das farmacêuticas", afirma Marilia.

Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, e Marilia Fontes são apresentadores da Resenha do Dinheiro, programa realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia de forma leve e descomplicada, indo ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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