Tok&Stok: Justiça aceita recuperação judicial do Grupo Toky e suspende dívidas por 180 dias
Em maio, a empresa disse que enfrentava a pior crise financeira desde a fundação com dívida superior a R$ 1 bilhão

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitou o processamento da recuperação judicial do Grupo Toky, conglomerado controlador das marcas Tok&Stok e Mobly, segundo comunicado enviado ao mercado na noite desse domingo (12). Em maio, a empresa disse que enfrentava a pior crise financeira desde a fundação, alegando uma dívida superior a R$ 1 bilhão.
Com a decisão, o grupo terá que prestar contas até o dia 30 de cada mês, sob pena de destituição dos seus controladores e administradores. A recuperação judicial ainda suspende por 180 dias todas as execuções de dívidas contra o conglomerado, com exceção aos créditos não sujeitos ao processo.
Também foram proibidos por 180 dias qualquer forma de retenção, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens do devedor, oriunda de demandas judiciais ou extrajudiciais cujos créditos estejam sujeitos à recuperação judicial.
A decisão do juiz Henrique Inoue nomeia como administradora judicial da Toky a advogada Joice Ruiz Bernier, da AJ Ruiz Consultoria Empresarial. Ela deve fiscalizar as atividades da empresa, a fim de apurar eventual conduta dos sócios e administradores que possam ter contribuído para a crise. Também devem ser apuradas movimentações financeiras para proporcionar informações aos credores.
A justificativa para a crise no Grupo Toky seriam “fatores externos”, citando o cenário macroeconômico do país, a volatilidade das taxas de juros e “constantes variações cambiais que desequilibram o mercado e atingem fortemente o empreendedor brasileiro”.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



