Justiça aceita pedido de recuperação judicial da dona da Tok&Stok
Em maio, a empresa disse que enfrentava a pior crise financeira desde a fundação

A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo aceitou o pedido de recuperação do Grupo Toky e suas subsidiárias, nesta segunda-feira (15), segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O conglomerado é controlador das lojas de móveis Tok&Stok e Mobly.
Em maio, a empresa disse que enfrentava a pior crise financeira desde a fundação, alegando uma dívida superior a R$ 1 bilhão. A justificativa para os problemas seriam “fatores externos”, citando o cenário macroeconômico do país, a volatilidade das taxas de juros e “constantes variações cambiais que desequilibram o mercado e atingem fortemente o empreendedor brasileiro”.
O pedido aponta ainda que o pedido de recuperação busca resguardar a empresa e suas controladas e viabilizar a continuidade dos serviços prestados pelo grupo. O pedido foi ajuizado perante a Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo, sob segredo de justiça.
Apesar da recuperação judicial permitir a continuidade da operação, o Grupo Toky tenta reduzir sua estrutura física para se reorganizar financeiramente. A empresa encerrou unidades em diversos estados e realizou queima de estoques para equilibrar o funcionamento.
A empresa não divulgou a lista de unidades dentro do plano, mas é possível conferir a disponibilidade no site oficial da Tok&Stok. No caso de Belo Horizonte, a unidade no Ponteio Lar Shopping, no Belvedere, Região Oeste, segue aberta.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



