O que prêmios do setor financeiro medem sobre confiança em uma instituição
Diferentes tipos de reconhecimento podem dizer muito sobre as instituições financeiras e o que oferecem como diferenciais e segurança aos seus clientes

Prêmios, rankings e certificados do setor financeiro medem não só a confiança, mas também solidez financeira, satisfação do cliente, governança e reputação das companhias no mercado.
Assim, transformam dados quantitativos e qualitativos de estudos, levantamentos e cases de sucesso em indicadores para identificar as instituições financeiras que melhor correspondem a aspectos importantes de segurança, diferenciais de produtos, entre outros.
Veja os principais pilares de confiança:
Experiência do cliente
É o que mede a confiança construída no dia a dia com a instituição financeira, principalmente a partir do relacionamento digital. Envolve aspectos como:
- Jornada do cliente: aplicativos estáveis, com interfaces acessíveis e intuitivas, processos sem burocracia e agilidade para abertura de conta, pagamentos e investimentos.
- Segurança: autenticação biométrica, notificações em tempo real sobre transações e outros tipos de proteção.
- Suporte humano e eficaz: mesmo instituições 100% digitais oferecem especialistas nos seus canais de atendimento, além de chat, telefone, redes sociais e outros. No caso do Inter, por exemplo, há ainda assistente de inteligência artificial que executa tarefas dentro do aplicativo.
- Transparência na comunicação: clareza sobre tarifas, prazos, riscos e termos de uso, facilmente acessíveis nas plataformas.
- Personalização: uso de dados para oferecer ofertas e alertas que ajudam o cliente na sua rotina financeira mantendo a segurança e a privacidade do usuário.
Premiações como o Smart Customer e o Consumidor Moderno são dois exemplos de reconhecimento para instituições financeiras com excelência na experiência do cliente. Incluem critérios como inovação tecnológica, ampliação de canais, sofisticação das operações e melhorias de indicadores de atendimento e satisfação.
Saúde financeira
O primeiro ponto é a instituição financeira ser autorizada pelo Banco Central (BC) para atuar no mercado. Plataformas como o “Registrato” te dão informações sobre as companhias. No caso de investimentos, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) é outra fonte confiável.
Outra opção são as agências que medem a probabilidade de uma empresa honrar seus compromissos financeiros, como Moody's, Standard & Poor's (S&P), Fitch Ratings e Austin Rating. Um bom rating indica solidez da instituição financeira, baixo risco de crédito e boa gestão do negócio.
Indicadores trimestrais e demonstrações de resultados das companhias também podem ser avaliados. Crescimento do número de clientes, da eficiência operacional, do volume de pagamentos e da carteira de crédito são dados interessantes.
Governança
É preciso ter certeza de práticas de governança corporativa, com estrutura institucional sólida e ética, com equipes de compliance reconhecidas e responsáveis.
Além das conformidades regulatórias do BC, CVM e LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), inclui aspectos como:
- Segurança cibernética: investimento da empresa em criptografia, prevenção de fraudes, e política de privacidade clara.
- Combate a ilegalidades: rigor na prevenção de lavagem de dinheiro e outros tipos de corrupção, com canais de denúncia independentes.
- Diversidade e sustentabilidade: políticas de inclusão e responsabilidade socioambiental.
- Controle de crises: planos de continuidade, comunicação proativa em incidentes de segurança e investimento em prevenção de problemas.
Selos e certificados de governança, como o Pró-Ética da CGU (Controladoria Geral da União), reconhecem empresas com este tipo de perfil.



