A indústria têxtil brasileira terá presença ampliada na Colombiatex 2026, principal feira de matérias-primas têxteis da América Latina, que será realizada entre 27 e 29 de janeiro, no Centro de Convenciones Plaza Mayor, em Medellín, na Colômbia.
Ao todo, 41 empresas do Brasil participarão do evento, apresentando um portfólio que abrange desde fios, tecidos e malharias até aviamentos, insumos químicos, tecnologia e máquinas têxteis.
Esta será a 26ª participação consecutiva do Brasil na feira. Do total de companhias presentes, 35 atuarão como expositoras com o apoio do Texbrasil — Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira — desenvolvido pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Entre as empresas participantes estão Altero, Canatiba Têxtil, Cedro Têxtil, Cataguases, Santista Têxtil, Vicunha Têxtil, The LYCRA Company, Lunelli Têxtil, Rovitex, Texneo e Hyosung, além de outras marcas que representam a diversidade da cadeia produtiva nacional.
Máquinas e tecnologia têxtil
O Brasil também marcará presença no segmento de máquinas e equipamentos por meio do Programa Brazil Machinery Solutions, iniciativa setorial da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) em parceria com a ApexBrasil. Participam da ação as empresas Audaces, Castilho Máquinas Têxteis, Comelato Roncato, Inarmeg Máquinas e Redutores, Socio Tec Automação e SPGPrints.
A participação brasileira ocorre em um contexto de expansão das relações comerciais com a Colômbia no setor de máquinas têxteis. Em 2025, o país foi o quarto principal destino das exportações brasileiras desse segmento, com crescimento de 65% e volume de US$ 3,9 milhões. Entre 2024 e 2025, a fatia colombiana nas exportações brasileiras de máquinas e equipamentos têxteis avançou de 4,3% para 9,1%, ante 2% registrados cinco anos antes.
Segundo a ABIMAQ, esse desempenho reflete o avanço da indústria nacional no fornecimento de soluções tecnológicas para o mercado colombiano. Para Patrícia Gomes, diretora executiva de Mercado da entidade, o aumento da participação brasileira indica o fortalecimento da competitividade e da inovação do setor.
Mercado colombiano e perspectivas
O mercado colombiano é considerado estratégico para a indústria têxtil brasileira. Em 2024, a Colômbia importou cerca de US$ 1,6 bilhão em produtos têxteis, com destaque para tecidos planos de algodão e tecidos de malhas artificiais e sintéticas. Mais de 70% dessas importações tiveram origem em países asiáticos. O Brasil ocupou a sexta posição entre os fornecedores, com 4% de participação, o equivalente a aproximadamente US$ 53,8 milhões.
Na edição de janeiro de 2025 da Colombiatex, a delegação brasileira realizou cerca de 7 mil reuniões de negócios. As estimativas apontaram para US$ 8,5 milhões em contratos fechados durante a feira e expectativa de aproximadamente US$ 91 milhões em negócios futuros, totalizando projeções próximas de US$ 100 milhões.
Para Rafael Cervone, diretor executivo do Texbrasil e presidente emérito da Abit, a feira funciona como uma plataforma relevante para a indústria nacional na região. Segundo ele, a presença das empresas brasileiras reforça a capacidade do setor de atender às demandas do mercado latino-americano e de ampliar parcerias comerciais, especialmente com a Colômbia.
A expectativa é que a edição de 2026 contribua para a geração de novos negócios e para a ampliação das exportações brasileiras ao longo dos meses seguintes ao evento, consolidando a presença do país entre os principais fornecedores do mercado têxtil regional.