Indústria aposta em engenharia reversa e benchmarking para ampliar competitividade

Levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) mostra que 75% das companhias preveem ampliar gastos com tecnologia para garantir sucesso nos negócios

Benchmarking de materiais e engenharia reversa são caminhos viáveis para otimizar processos e impulsionar a inovação na indústria

O cenário da indústria brasileira em 2026 exige que líderes empresariais e gestores de tecnologia busquem métodos eficazes para garantir a sobrevivência e o crescimento no mercado. De acordo com o estudo Transformação Empresarial, realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a IDC, 75% das organizações planejam aumentar seus investimentos em tecnologia neste ano. Para o pequeno e médio industrial, estratégias como o benchmarking de materiais e a engenharia reversa surgem como caminhos viáveis para otimizar processos e impulsionar a inovação.

O papel da engenharia reversa na inovação

A engenharia reversa é o processo de desconstruir um objeto para examinar seus detalhes de design e arquitetura. Na prática industrial, essa técnica permite que a empresa compreenda como produtos líderes de mercado foram fabricados, quais componentes utilizam e como podem ser aprimorados.

Para o pequeno industrial, essa prática é fundamental por três motivos principais:

  • Redução de custos de P&D: em vez de começar um projeto do zero, a empresa utiliza uma base já validada pelo mercado;
  • Aceleração do tempo de lançamento: o detalhamento técnico obtido permite que novos produtos cheguem às prateleiras de forma mais rápida;
  • Identificação de gargalos: ao analisar o concorrente, é possível evitar erros de engenharia já cometidos por outros

Benchmarking de materiais e eficiência operacional

O benchmarking de materiais consiste na comparação sistemática das matérias-primas utilizadas por diferentes fabricantes para identificar o melhor custo-benefício e desempenho. O estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) indica que o aumento da eficiência operacional é a expectativa de 51% das empresas que investem em novas tecnologias.

Ao adotar essa prática, a indústria consegue:

  • Substituir componentes caros por alternativas mais eficientes e baratas;
  • Melhorar a sustentabilidade do produto final;
  • Adequar-se a regulamentações técnicas nacionais e internacionais
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Desafios para a pequena e média empresa

Apesar dos benefícios, a adoção dessas práticas enfrenta barreiras significativas no Brasil. Segundo a IDC, a falta de pessoal qualificado é o principal desafio para 53% das empresas. Além disso, a falta de regulamentações claras sobre o uso de tecnologias emergentes preocupa 39% dos gestores.

Para superar esses obstáculos, especialistas recomendam o investimento contínuo em capacitação e a modernização de sistemas legados. A transformação empresarial não é apenas sobre adquirir software, mas sobre extrair insights valiosos de grandes volumes de dados para orientar decisões estratégicas.

Entenda o caso

A transformação empresarial na indústria brasileira é um movimento contínuo de adoção de tecnologias emergentes para manter a competitividade. O estudo conduzido pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e pela IDC ouviu 100 tomadores de decisão de TI em setores como Agronegócio, Finanças, Saúde e Educação para mapear esse panorama.

Os dados revelam que, embora o Brasil esteja em um estágio moderado de aplicação de Inteligência Artificial (IA), o interesse em tecnologias que automatizam tarefas e interpretam dados é crescente para garantir que as organizações se antecipem às mudanças de mercado.

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Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.

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