Custos de produção sobem 0,29% em janeiro; veja impactos para a indústria

Relatório da FGV divulgado nesta sexta-feira (16) mostra que minério e cobre ficaram mais caros; construção civil também sente peso de novos salários

Relatório da FGV mostra que minério e cobre ficaram mais caros

O ano de 2026 começou com desafios para o caixa das fábricas brasileiras. O custo para produzir mercadorias registrou uma alta de 0,29% em janeiro, após um encerramento de ano mais calmo em dezembro (0,04%). Os dados constam no Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), publicado nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

De acordo com o índice, esse aumento é um sinal de alerta para o pequeno e médio industrial, pois indica que os “ingredientes” necessários para manter a produção estão mais caros. O resultado foi influenciado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o custo dos insumos e subiu 0,24% no período.

Insumos básicos pesam no orçamento

Para quem trabalha com metais e energia, o relatório da FGV detalha aumentos significativos em itens essenciais. Os dados apontam que os principais vilões para o setor produtivo neste mês foram:

  • Minério de ferro: subiu 4,94%, o que acaba encarecendo toda a cadeia metalúrgica;
  • Condutores elétricos: ficaram 5,19% mais caros devido ao repasse do preço internacional do cobre;
  • Etanol (álcool): com estoques menores e o período de entressafra, o preço subiu 4,59%;
  • Farelo de soja: registrou alta de 3,64%, impactando indústrias de alimentos e rações.
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Construção civil e o peso dos salários

O custo para construir ou ampliar galpões também subiu. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,47% em janeiro. O principal motivo não foram os materiais, mas sim a mão de obra, que ficou 0,78% mais cara devido aos novos acordos salariais da categoria.

Trabalhos especializados, como o de armadores (1,02%) e pedreiros (0,82%), tiveram as maiores variações positivas no mês.

Alívios e o cenário para fevereiro

Apesar das altas, o industrial encontrou um alívio pontual na conta de luz, que caiu 2,38% no setor da construção. Além disso, o relatório “Global Economic Prospects” do Banco Mundial, publicado na última terça-feira (13), aponta que, embora o ritmo global esteja lento, a inflação tende a dar sinais de trégua ao longo do ano.

Para o pequeno empresário, a orientação é manter a gestão de estoques rígida e negociar prazos com fornecedores. A FGV informou que a próxima atualização desses custos será divulgada no dia 13 de fevereiro.

Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.

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