O ano de 2026 começou com desafios para o caixa das
De acordo com o índice, esse aumento é um sinal de alerta para o pequeno e médio industrial, pois indica que os “ingredientes” necessários para manter a produção estão mais caros. O resultado foi influenciado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o custo dos insumos e subiu 0,24% no período.
Insumos básicos pesam no orçamento
Para quem trabalha com metais e energia, o relatório da FGV detalha aumentos significativos em itens essenciais. Os dados apontam que os principais vilões para o setor produtivo neste mês foram:
- Minério de ferro: subiu 4,94%, o que acaba encarecendo toda a cadeia metalúrgica;
- Condutores elétricos: ficaram 5,19% mais caros devido ao repasse do preço internacional do cobre;
- Etanol (álcool): com estoques menores e o período de entressafra, o preço subiu 4,59%;
- Farelo de soja: registrou alta de 3,64%, impactando indústrias de alimentos e rações.
Construção civil e o peso dos salários
O custo para construir ou ampliar galpões também subiu. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,47% em janeiro. O principal motivo não foram os materiais, mas sim a mão de obra, que ficou 0,78% mais cara devido aos novos acordos salariais da categoria.
Trabalhos especializados, como o de armadores (1,02%) e pedreiros (0,82%), tiveram as maiores variações positivas no mês.
Alívios e o cenário para fevereiro
Apesar das altas, o industrial encontrou um alívio pontual na conta de luz, que caiu 2,38% no setor da construção. Além disso, o relatório “Global Economic Prospects” do Banco Mundial, publicado na última terça-feira (13), aponta que, embora o ritmo global esteja lento, a inflação tende a dar sinais de trégua ao longo do ano.
Para o pequeno empresário, a orientação é manter a gestão de estoques rígida e negociar prazos com fornecedores. A FGV informou que a próxima atualização desses custos será divulgada no dia 13 de fevereiro.