Guia para iniciantes: cinco passos para começar a investir

O Banco Inter apresenta um guia prático com noções básicas de investimentos, perfil de investidor e diversificação

Guia para iniciantes: cinco passos para começar a investir

Para quem está no começo da jornada no mercado de investimentos, um roteiro simples ajuda a organizar prioridades e evitar decisões por impulso. Especialistas do Banco Inter destacam que o caminho costuma começar por montar uma reserva de emergência, entender o próprio perfil de investidor e, só então, selecionar produtos e acompanhar a carteira com disciplina.

A depender do produto, é possível começar com valores baixos — desde que o investidor compreenda liquidez, prazo, risco e custos. Ainda assim, vale ampliar o conhecimento antes de tomar decisões e construir uma estratégia alinhada a objetivos pessoais, como curto prazo (viagens, troca de carro), médio prazo (entrada de imóvel) e longo prazo (aposentadoria).

Guia prático: como começar a investir com pouco dinheiro

Mesmo sem grandes reservas de capital, dá para iniciar de forma gradual. Em geral, o processo pode ser resumido em cinco passos:

  1. Descobrir o seu perfil de investidor;
  2. Criar uma reserva de emergência antes de ampliar exposição a risco;
  3. Buscar conhecimento em fontes confiáveis, incluindo conteúdos, relatórios e análises;
  4. Escolher produtos com aportes iniciais acessíveis e diversificar aos poucos (ex.: produtos de renda fixa e, conforme perfil, renda variável);
  5. Acompanhar a carteira e ajustar a estratégia com disciplina e foco em objetivos.

Dica prática: começar pequeno não significa investir sem plano. O principal é definir para quê e em quanto tempo aquele dinheiro pode ser usado.

A importância de conhecer seu perfil de investidor

Daniela Barreto, Gerente de Estratégia de Investimentos do Banco Inter, argumenta que “responder às perguntas do app para identificar se você é um investidor conservador, moderado ou arrojado é um passo importante para fazer escolhas mais coerentes”.

Em termos simples, o perfil reflete o apetite ao risco e a tolerância a oscilações. Isso ajuda a definir quais produtos tendem a fazer mais sentido para cada pessoa. Todos os perfis podem, por exemplo, investir em renda fixa. Porém, esse tipo de produto costuma ter maior participação na carteira de investidores conservadores do que na de investidores com maior apetite ao risco.

Com esse entendimento, o investidor pode diversificar com mais segurança, respeitando sua tolerância ao risco e ajustando a estratégia conforme evoluem renda, objetivos e experiência.

O que você precisa saber sobre a reserva de emergência

A reserva de emergência é um valor separado para imprevistos como perda de renda, despesas médicas, manutenção do carro ou gastos inesperados da casa. O objetivo é evitar que você precise:

  • Usar cheque especial ou cartão rotativo (normalmente caros);
  • Resgatar investimentos de longo prazo em um momento ruim;
  • Interromper um plano por falta de liquidez.

Na prática, a reserva funciona como um “colchão financeiro” que dá tranquilidade para manter o planejamento, inclusive quando o mercado oscila ou quando a vida sai do previsto.

Quanto ter na reserva

Segundo Bernardo Pissolati, especialista de investimentos do Inter, a recomendação comum é acumular algo entre seis e 12 meses do custo de vida, variando conforme estabilidade da renda e responsabilidades.

  • 6 meses: para quem tem renda mais previsível e boa segurança no emprego;
  • 6 a 12 meses (ou mais): para autônomos, comissionados, empreendedores ou quem tem dependentes.

O ponto central é entender que a reserva deve ser dimensionada para cenário pessoal, e não para uma “regra fixa” igual para todos.

Onde deixar a reserva (critérios)

Como a função da reserva é estar disponível quando você precisar, os critérios mais importantes são:

  • Liquidez (acesso rápido ao dinheiro);
  • Baixo risco (evitar oscilações relevantes);
  • Custo/tributação compatíveis com o prazo.

Em geral, a reserva costuma ficar em alternativas de baixo risco e alta liquidez, típicas de renda fixa e equivalentes de caixa. Antes de escolher, vale comparar prazos de resgate, eventuais carências, taxas e tributação.

Nota do editor: este material tem caráter informativo e não constitui recomendação individual de investimento. Produtos financeiros envolvem riscos e condições (custos, tributação, prazos e liquidez) que variam conforme o ativo e o perfil do investidor.

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Jornalista e especialista em comunicação digital. Formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), atua em estratégia editorial digital, planejamento e produção de conteúdo para web em formato multiplataforma e foco em SEO para notícias. Na Itatiaia, Larissa Reis é freelancer e colabora com conteúdos de GEO.

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