O surgimento de novas plataformas e a praticidade de aplicativos que integram diversas funcionalidades financeiras trouxeram a possibilidade do investimento para mais perto.
Porém, 91% dos brasileiros admitem que precisam saber mais sobre educação financeira, segundo a pesquisa Acrobacia Financeira, realizada pela Consumoteca em parceria com o Banco Inter. É aí que surge a dúvida: como começar a investir?
Para os especialistas do Banco Inter, os principais critérios a serem considerados para escolher a melhor instituição financeira são a solidez e a qualidade dos serviços oferecidos; o que considera fatores como segurança e praticidade.
Cinco critérios para começar a investir
A seguir, confira cinco critérios para avaliar antes de concentrar investimentos em um único ambiente — especialmente para quem busca diversificar entre classes de ativos, prazos e níveis de risco.
1) Confiabilidade (solidez e capacidade de atravessar crises)
A confiabilidade de um banco tem relação direta com seu nível de solidez financeira. Parte dessa avaliação pode ser feita a partir de dados públicos e indicadores reconhecidos no mercado.
O que observar:
- Índice de Basileia: mede a relação entre capital do banco e o risco dos ativos. Em geral, quanto maior o índice, mais capital o banco tem para absorver perdas inesperadas. O Banco Central exige um mínimo de 10,5%; muitos analistas consideram faixas acima de 15% como mais confortáveis;
- Rating de Crédito: notas atribuídas por agências que estimam a capacidade do banco em pagar suas dívidas. Em linhas gerais, ratings mais elevados (AAA ou AA) indicam menor risco para o investidor;
- Lucros Recorrentes: avaliar se o banco apresenta lucros consistentes no decorrer do tempo é interessante para verificar se a instituição tem uma operação saudável e sustentável.
2) Segurança (regulação e proteção ao investidor)
A segurança de um banco envolve regulação, estrutura e transparência. Perguntas objetivas para fazer a comparação entre as instituições bancárias:
- A instituição é autorizada e supervisionada pelos órgãos competentes (ex.: Banco Central; e CVM quando a estrutura/produto exigir)?
- Quem é o custodiante dos ativos?
- Quais são as regras do produto (liquidez, prazos, tributação, taxas)?
- Existem garantias aplicáveis (e quais são os limites e condições)?
- Os riscos estão descritos de forma clara nos materiais oficiais?
3) Portfólio (variedade para diversificar)
Uma estratégia de investimentos costuma ser mais robusta quando há diversificação: diferentes ativos, prazos e riscos. Itens que uma plataforma competitiva costuma oferecer:
- Renda fixa: CDB, LCI/LCA, debêntures, títulos públicos;
- Renda variável: ações, ETFs, FIIs;
- Fundos e previdência;
- Criptoativos (quando fizer sentido ao perfil);
- Investimentos no exterior (ex.: stocks, ETFs, REITs).
Ponto de atenção: compare não só a lista de produtos, mas também os custos, liquidez, tributação, adequação ao perfil e a qualidade das informações de risco apresentadas.
“O investidor precisa saber que prazo também é risco. Um título de Tesouro Direto tem um vencimento mínimo de três anos, o que é considerado um prazo curto. Mas se a pessoa precisa de mais liquidez, precisa fazer outra opção, como um CDB de liquidez”, afirma Daniela Barreto, Gerente de Estratégia de Investimentos do Banco Inter.
4) Praticidade (integração e experiência de uso)
A integração entre banco e corretora tende a reduzir fricções comuns para aplicar, resgatar, acompanhar e rebalancear a carteira. O que avaliar no app:
- Visão consolidada de saldo + investimentos
- Jornadas simples para aporte e resgate
- Ferramentas de organização financeira (entradas/saídas, metas, alertas)
- Organização por objetivo e prazo; curadorias e recomendações (quando existirem)
5) Educação financeira (clareza, conteúdo e suporte)
Para quem está começando, a educação financeira é parte do “produto”. Uma boa plataforma ajuda o investidor a entender:
- Diferenças entre produtos e riscos;
- Horizonte de investimento e liquidez;
- Tributação e custos;
- Como montar uma carteira alinhada a objetivos (reserva, curto, médio e longo prazo).
Isso é útil tanto para iniciantes quanto para quem já investe e quer diversificar com mais autonomia.
Reconhecimento de mercado (reputação e consistência)
Reputação é um critério complementar. O ideal é olhar consistência e evidências verificáveis: histórico, prêmios, avaliações, reclamações e a forma como a instituição comunica riscos e regras.
“Um dos principais fatores que faz uma instituição ser confiável para investir é sua solidez e reputação no mercado”, afirma Bernardo Pissolati, especialista de investimentos do Inter.
Com mais de três décadas no mercado, o Inter foi destaque no prêmio iBest por dois anos consecutivos em categoria relacionada à sua plataforma/corretora, segundo o júri da Academia da premiação, que avalia iniciativas do universo digital (sites, aplicativos e redes sociais).
Além da regulamentação pelo Banco Central, a instituição destaca-se pelo índice de Basileia de 15%, superior ao exigido, carteira de crédito resiliente, tecnologia avançada de segurança digital e forte crescimento, com foco em lucros consistentes e parcerias estratégicas.