Autorizações de pesquisa para terras raras aumentaram 485,4% entre 2021 e 2025, aponta ANM
Brasil tem 3.067 áreas de exploração de terras raras cadastradas na Agência Nacional de Mineração (ANM); desse total, quatro têm lavra ativa, 78 estão em estudo de viabilidade e 75 são classificadas como zonas mineralizadas

O interesse pela exploração de terras raras no Brasil cresceu nos últimos anos. Entre 2021 e 2025, as autorizações de pesquisa mineral para esses elementos aumentaram 485,4%, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).
De acordo com informações de 2025 do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, o Brasil tem 3.067 áreas na fase de pesquisa mineral. Outras quatro já estão em lavra ativa, todas em Goiás, enquanto 78 têm relatório final de pesquisa aprovado na fase de direito de requerer a lavra ou requerimento de concessão de lavra, com potencial para o desenvolvimento de futuros projetos.
O levantamento também identifica 75 zonas mineralizadas, classificadas como locais com potencial mineral pelo Serviço Geológico do Brasil.
Apesar do avanço das pesquisas, a produção nacional ainda é limitada. Em 2025, o país produziu 326 toneladas de terras raras na forma de concentrado de óxidos de terras raras.
Na balança comercial, o Brasil exportou US$ 14,9 milhões em concentrado de óxidos de terras raras e importou US$ 30,6 milhões em produtos da indústria de transformação mineral, incluindo óxidos de elementos de terras raras e ímãs.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



