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Índice aponta queda na confiança da indústria brasileira

Índice recua 2,9 pontos, maior queda desde setembro de 2025, em meio ao excesso de estoques, tarifas dos EUA e incertezas eleitorais

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Na prática, índice ajuda a entender se vale a pena correr o risco para obter retorno em um investimento
Estoques altos e incertezas ampliam pessimismo na indústria brasileira • Freepik

O setor industrial brasileiro registrou queda significativa na confiança em julho de 2026, com o Índice de Confiança da Indústria (ICI), da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), recuando para 97,2 pontos. O resultado interrompe uma sequência de altas e reflete a piora na percepção sobre a situação atual dos negócios e o aumento do pessimismo em relação ao futuro da economia.

O ICI caiu 2,9 pontos em julho, o maior recuo desde setembro de 2025. Apesar da retração mensal, a média móvel trimestral avançou 0,4 ponto, enquanto o índice permanece 2,5 pontos acima do nível registrado no mesmo mês de 2025.

Em análise publicada no documento da FGV IBRE, o economista Stéfano Pacini aponta que fatores externos e tensões macroeconômicas contribuíram para o aumento da incerteza no setor, entre eles, a instabilidade provocada pelas novas tarifas de importação adotadas pelos Estados Unidos.

No cenário interno, a proximidade das eleições também amplia as incertezas para os negócios. O ambiente econômico permanece dividido entre fatores negativos, como os juros elevados e a inflação pressionada, e aspectos positivos, como políticas de estímulo a determinados setores e a estabilidade do mercado de trabalho.

De acordo com a sondagem, a queda da confiança foi disseminada e atingiu 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O resultado foi influenciado principalmente por dois componentes do índice.

O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,2 pontos, para 99,9 pontos. Entre os fatores que contribuíram para o resultado está o aumento do nível de estoques, que alcançou 102,1 pontos, indicando uma percepção de excesso de produtos armazenados pelas empresas.

Já o Índice de Expectativas (IE) apresentou uma queda mais acentuada, de 3,7 pontos, para 94,6 pontos, o menor nível desde dezembro de 2025.

Produção

As expectativas para a produção nos próximos meses recuaram 6 pontos, para 93,3 pontos, o menor patamar desde novembro de 2025. As perspectivas de contratação também pioraram, com queda de 2,9 pontos no indicador de emprego.

Na contramão dos demais indicadores, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) permaneceu praticamente estável. O índice variou apenas 0,1 ponto percentual para baixo, atingindo 82,9%.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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