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Acionistas da Aegea formalizam proposta por 30% da Copasa

Grupo criou um veículo denominado de Livorno Participações para entrar na disputa pelo controle acionário da empresa mineira

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Companhia mineira será leiloada em junho
Companhia mineira será leiloada em junho • Copasa / Divulgação.

O Itaúsa, o fundo soberano de Singapura e a Equipav anunciaram, nesta segunda-feira (25), que montaram um veículo para fazer uma oferta por 30% da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a ser privatizada em junho. O consórcio foi denominado de Livorno Participações S.A.

Os três grupos são os atuais acionistas da Aegea Saneamento e Participações, uma das maiores empresas do setor no Brasil e que vai entrar na Livorno com uma participação de 1%, segundo as informações publicadas ao mercado financeiro. Os demais sócios terão 33% de participação no veículo.

A Livorno pode disputar o controle acionário da Copasa com a Sabesp, a empresa de saneamento de São Paulo, controlada pela Equatorial. Contudo, a companhia sinalizou que pode desistir da concorrência e focar na execução do plano de investimento no estado.

A Copasa divulgou o cronograma da oferta secundária das suas ações no mercado na última quarta-feira (20), prevendo o início das negociações na Bolsa de Valores, a B3, no dia 5 de junho. A data de liquidação dos papéis e a consequente privatização da empresa está marcada para o dia 8 de junho.

A princípio, a empresa espera arrecadar R$ 10 bilhões com a oferta de 190 milhões de ações a um preço de R$ 52,77. A estimativa considera o preço de fechamento do mercado no dia 19 de maio, mas o valor final será definido após o período de bookbuilding, entre o dia 28 de maio e 1º de junho. O processo permite uma avaliação da demanda do mercado pelas ações.

Por meio do bookbuilding, a empresa consegue precisar a quantidade de ações que os investidores podem comprar e o preço que estão dispostos a pagar. Segundo a Copasa, o processo não contempla a distribuição de um lote suplementar de ações, procedimento utilizado em ofertas iniciais (IPO) para estabilizar o preço dos papéis.

“Não haverá, portanto, procedimento de estabilização do preço das ações ordinárias de emissão da companhia após a realização da oferta e, consequentemente, o preço das ações (considerando as ações adicionais) no mercado secundário da B3 poderá variar significativamente após a colocação das ações”, disse.

A privatização da Copasa prevê a venda da parte controlada hoje pelo estado, de 50,03%. A intenção é que 30% seja assumido por um investidor principal e outros 15% são negociados no mercado. O governo de Minas Gerais passará a ficar com apenas 5% de participação na companhia.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.