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Copasa prevê leilão em junho e espera arrecadar R$ 10 bilhões com privatização

Cronograma da oferta secundária de ações na B3 foi divulgado pela companhia no último dia 20 de maio

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Companhia deve concluir a venda de ações até o dia 8 de junho
Companhia deve concluir a venda de ações até o dia 8 de junho • Copasa/ Divulgação

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgou o cronograma da oferta secundária das suas ações no mercado, prevendo o início das negociações na Bolsa de Valores, a B3, no dia 5 de junho. A data de liquidação dos papéis e a consequente privatização da empresa está marcada para o dia 8 de junho.

A princípio, a empresa espera arrecadar R$ 10 bilhões com a oferta de 190 milhões de ações a um preço de R$ 52,77. A estimativa considera o preço de fechamento do mercado no dia 19 de maio, mas o valor final será definido após o período de bookbuilding, entre o dia 28 de maio e 1º de junho. O processo permite uma avaliação da demanda do mercado pelas ações.

Por meio do bookbuilding, a empresa consegue precisar a quantidade de ações que os investidores podem comprar e o preço que estão dispostos a pagar. Segundo a Copasa, o processo não contempla a distribuição de um lote suplementar de ações, procedimento utilizado em ofertas iniciais (IPO) para estabilizar o preço dos papéis.

“Não haverá, portanto, procedimento de estabilização do preço das ações ordinárias de emissão da companhia após a realização da oferta e, consequentemente, o preço das ações (considerando as ações adicionais) no mercado secundário da B3 poderá variar significativamente após a colocação das ações”, disse.

A privatização da Copasa prevê a venda da parte controlada hoje pelo estado, de 50,03%. A intenção é que 30% seja assumido por um investidor principal e outros 15% são negociados no mercado. O governo de Minas Gerais passará a ficar com apenas 5% de participação na companhia.

Sabesp deve ficar de fora

Duas empresas de saneamento disputam o controle acionário da Copasa. A Sabesp, companhia de saneamento do estado de São Paulo, estudava uma oferta junto com a Equatorial. A empresa, contudo, avalia deixar a disputa e focar na execução do plano de investimento no estado.

A Itaúsa, o fundo soberano de Singapura e a Equipav Saneamento também podem apresentar uma oferta no processo, junto com a Aegea Saneamento e Participações, que tende a participar da disputa com uma fatia minoritária para não aumentar o próprio endividamento.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.