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Metade da população acha que mercado de trabalho vai piorar nos próximos meses

Pesquisa ainda aponta que 18% acham que a situação vai ficar igual e 35% acreditam que vai melhorar

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Carteira de trabalho  • Gabriel Jabur/Agência Brasília

Quase a metade da população brasileira acha que o mercado de trabalho vai piorar nos próximos seis meses.

A indicação é de uma pesquisa realizada pela Latam Pulse que, com relação às expectativas econômicas, apontou que os brasileiros não andam muito otimistas.

O levantamento demonstra que 47% dos entrevistados acreditam nessa piora no próximo semestre.

Outros 18% acham que a situação vai ficar igual e 35% acreditam que vai melhorar.

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Desemprego

No último dia 15, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral apontou que o Brasil alcançou, no segundo trimestre de 2025, o menor número de pessoas desempregadas há mais de um ano já registrado.

O número de trabalhadores (1,913 milhão) em busca de emprego nos meses de abril, maio e junho deste ano é o menor desde 2012, quando começou a série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O dado representa redução de 21% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando esse contingente somava 2,4 milhões de pessoas.

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais de idade e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Somente é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura emprego. O IBGE visitou 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Tempos de procura

Os pesquisadores detalharam quatro estratos de tempo em busca de trabalho. Em todas as faixas, houve redução em relação ao mesmo trimestre de 2024:

  • menos de um mês: -16,7%;
  • de um mês a menos de um ano: -10,7%;
  • de um a menos de dois anos: -16,6%;
  • dois anos ou mais: - 23,6%.

No grupo que está em busca por uma vaga de um mês a menos de um ano, o contingente de 3,2 milhões também é o menor já registrado desde 2012 (queda de 18,5% desde então).

No estrato de um ano a menos de dois, os 659 mil desocupados também são o menor contingente da série (queda de 34,8% ante 2012).

O analista da pesquisa, William Kratochwill, aponta que há tendência de queda no percentual de pessoas que estão em uma longa busca por ocupação.

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