Quem ganha até R$ 15 mil não conseguem pagar aluguel em Balneário Camboriú, diz prefeita
Com segundo m² mais caro do país, Balneário Camboriú aprovou um novo plano diretor para tentar atrair novos trabalhadores com habitações sociais

A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan (PSD), que criar habitações sociais na cidade para atrair novos moradores após o “boom” dos arranha-céus propiciado pelo plano diretor de 2006. No final de abril, a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que altera o código de ocupação do solo no município.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, nessa sexta-feira (26), a gestora afirmou que trabalhadores com uma renda entre R$ 5 mil e R$ 15 mil não conseguem pagar aluguel ou comprar um imóvel na cidade. Segundo o Índice FipeZap, que mede o preço de imóveis residenciais e comerciais no país inteiro, o metro quadrado em BC custa R$ 15.215,00.
“O plano diretor de 2006 foi responsável pela permissão dos arranha-céus. O nosso novo plano diretor quer acrescentar mudanças além dos arranha-céus. Queremos criar habitações sociais em Balneário Camboriú para que novos trabalhadores venham morar na cidade. Esses trabalhadores ganham uma renda entre R$ 5.000 e R$ 15 mil e mesmo assim não têm condições de pagar aluguel ou comprar um imóvel na cidade”, disse Pavan.
Como consequência de um metro quadrado caro, muitos trabalhadores moram em cidades vizinhas como Camboriú e Itajaí. Para mudar o cenário, o novo plano diretor permite a construção de apartamentos com menos de dois quartos, com o objetivo de abrir espaço para unidades habitacionais mais baratas.
“A ideia não é fazer com que o estilo de vida e o metro quadrado fiquem mais baratos, e sim construir moradias menores e com menos luxo, distantes dos prédios de alto padrão. Apesar disso, o crescimento vertical de Balneário ainda continua tendo espaço”, declarou a prefeita.
Ainda de acordo com o FipeZap, BC está atrás apenas de Itapema, município que já foi considerado uma cidade dormitório de Balneário no litoral de Santa Catarina. Agora, o m² no local custa em média R$ 15.226,00.
O top 5 do índice ainda conta com outras duas cidades catarinenses: a capital Florianópolis, que ocupa a quarta posição com um m² de R$ 13.288,00, e Itajaí, com R$ 13.208,00. A única cidade fora do estado é Vitória, no Espírito Santo, que ocupa a terceira posição com uma média de R$ 14.965,00.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



