IPCA: combustíveis ficaram 0,47% mais baratos em fevereiro
Queda no preço da gasolina e do gás veicular natural contribuíram para uma 'deflação' no item combustíveis

Os combustíveis ficaram mais baratos em fevereiro com uma deflação de 0,47%, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12). O resultado se dá com o reajuste no preço de distribuição da Petrobras, que promoveu uma queda de 5,2% na gasolina A.
Ainda de acordo com o IBGE, a gasolina ficou 0,61% mais barata, enquanto o gás natural veicular (GNV) teve uma queda de 3,10%. Por outro lado, houve um aumento de 0,55% no preço do etanol, e 0,23% no óleo diesel, uma vez que esse último não teve reajuste na revenda da Petrobras.
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Apesar da queda no subitem de maior peso individual no IPCA, o grupo dos Transportes teve uma aceleração de 0,74%. O impulso nos preços veio do aumento de 11,40% na passagem aérea, além de um aumento de 1,14% na tarifa de ônibus urbano.
Somado com o grupo Educação, que teve um aumento de 5,21% com o reajuste sazonal das mensalidades escolares, os Transportes tiveram um impacto de 66% na inflação do mês. Em fevereiro, o IPCA acelerou 0,70%, acima dos 0,64% esperados pelo mercado financeiro.
Este foi o melhor resultado do IPCA para fevereiro desde 2020 (0,25%). Na medição dos últimos 12 meses, o IPCA caiu de 4,41% em janeiro para 3,81%, aproximando a inflação da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Segundo o economista sênior do Banco Inter, André Valério, se a inflação for compensada pela sazonalidade, há uma continuidade do processo de desinflação. O especialista ressalta que a alta já era esperada, apesar de ter vindo acima da expectativa do mercado (0,64%).
“O dado de hoje foi o menor para fevereiro desde 2020, portanto, há indícios de que a piora observada nas últimas leituras são mais devido à sazonalidade de alta do que a uma possível reversão do processo de desinflação. Para os próximos meses, os potenciais impactos do conflito no Irã são causa de preocupação”, disse.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



