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Golpes digitais movimentaram R$ 4,9 bilhões no PIX em 2024

Relatório produzido pela BioCatch revela que golpes digitais tiveram um crescimento expressivo no mundo

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Pix é possibilitado pelo banco argentino Patagonia, instituição do conglomerado do BB • Bruno Peres | Agência Brasil

Cerca de 51% dos brasileiros foram vítimas de fraudes digitais, incluindo em modalidades como o Pix, de acordo com um relatório produzido pela BioCatch e publicado nesta sexta-feira (5) pela CNN Brasil. Segundo a pesquisa, os brasileiros perderam cerca de R$ 4,9 bilhões no PIX com golpes digitais.

O levantamento mostra que no mundo todo houve um aumento de 65% nos golpes relatados entre 2024 e 2025. Ainda sobre o Brasil, golpes via SMS aumentaram 14 vezes e deepfakes (uso de inteligência artificial) cresceram em cerca de 830%.

A América Latina figura como uma das piores regiões em termos de golpes digitais, com um volume que aumentou seis vezes em 2024. No continente, os golpes mais comuns foram smishing, que é uma falsa confirmação de compra com mensagens de texto que induzem as vítimas a clicar em links.

Também é comum o uso de vishing, que são fraudes por telefone que pressionam as vítimas a revelar dados sensíveis. Em termos globais, esse tipo de golpe teve um aumento de 100%.

Nesta quarta-feira (5), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) lançaram o plano de ação conjunta para o combate a fraudes digitais. A iniciativa faz parte da Aliança Nacional de Combate a Fraudes, firmada em fevereiro, por meio de um acordo de cooperação técnica entre as duas instituições.

O plano vai consolidar 23 iniciativas prioritárias para a atuação do estado e sociedade civil, desde a prevenção e educação do consumidor, passando pela repressão e recuperação de ativos. Como uma das primeiras entregas da parceria, foi lançado o site “Sofri um golpe, e agora?”, uma página virtual hospedada dentro da plataforma Gov.br.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.