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Fraude no INSS: entenda como funcionam golpes e saiba se você foi vítima

De acordo com informações do Serasa, esse tipo de fraude é cometido por organizações que alegam oferecer serviços como assistência jurídica

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Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social
Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social • Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma nova fase da Operação Sem Desconto foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (27) com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação mira associações responsáveis por descontos indevidos nos contracheques de aposentados e pensionistas. Para cumprir 31 mandados de busca e apreensão, os agentes mobilizaram-se nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal. Em território paulista, o foco da operação está sobre as entidades Amar, Master Prev, AASP e ANDAPP.

O inquérito aponta que o modus operandi do grupo criminoso consistia na captação de dados de aposentados em instituições bancárias por meio de sistemas de adesão de novos associados. A partir dessas informações, os golpistas produziam tokens falsos e empregavam biometria fraudulenta para simular assinaturas em fichas de filiação, validando os descontos diretamente perante o INSS. Além de aplicar o golpe, os investigados prestavam assessoria para que outras entidades replicassem o modelo de fraude e promoviam a ocultação e dissimulação dos valores obtidos utilizando empresas de fachada e a aquisição de bens de alto valor.

De acordo com informações do Serasa, esse tipo de fraude é cometido por organizações que alegam oferecer serviços como assistência jurídica, descontos em academias, planos de saúde e outros benefícios, mesmo sem possuir aptidão para cumprir o prometido. Para que os beneficiários saibam se foram vítimas do esquema, a entidade recomenda a verificação regular do extrato do benefício, com atenção especial ao período entre 2019 a 2024, época em que foi registrado o maior volume de fraudes.

Para conferir o extrato, o segurado deve acessar o aplicativo ou o site Meu INSS e fazer o login utilizando o CPF e a senha cadastrada no portal Gov.br. Na tela inicial, basta clicar em "Extrato de benefício", selecionar o número do benefício correspondente e, na sequência, visualizar a lista com todos os descontos aplicados. Durante essa análise, o Serasa orienta o pensionista a observar sinais de fraude, como cobranças regulares identificadas sob as rubricas de “mensalidade associativa” ou “débito associação".

Além do golpe associativo, o órgão de proteção ao crédito alerta para outras modalidades de fraudes que podem aparecer no documento, tais como parcelas de empréstimos consignados que nunca foram contratados, valores descontados para serviços ou seguros não solicitados, ou qualquer outro abatimento regular que o beneficiário não reconheça ou não tenha autorizado.

Caso identifique algum desconto indevido, o cidadão pode reaver os valores e interromper as cobranças diretamente pela internet ou telefone. Pelo aplicativo ou site Meu INSS, o usuário deve clicar em "Novo pedido", digitar "excluir mensalidade" no campo de busca e selecionar a opção "Excluir mensalidade de associação ou sindicato no benefício", seguindo as instruções da tela para concluir o procedimento. Essa exclusão também pode ser formalizada por telefone, por meio da Central 135. Para evitar novos problemas, recomenda-se bloquear o benefício para futuras associações buscando pelo termo "solicitar bloqueio ou desbloqueio de mensalidade" na plataforma do instituto.

A restituição do dinheiro deve ser solicitada por meio de contato direto com a entidade responsável pelo desconto, por envio de e-mail ao INSS ou ainda pelo registro de reclamação formal no Portal Consumidor.Gov e na Ouvidoria do INSS, utilizando a Plataforma Fala BR. Como medida de prevenção geral, o INSS ressalta que não solicita dados pessoais por telefone, e-mail ou mensagens, alertando os segurados para que não forneçam informações pessoais nem cliquem em links duvidosos ao receberem ligações ou SMS suspeitos em nome da autarquia.

Com informações de CNN Brasil

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