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Crise no setor aéreo impacta até 90% da demanda em aeroportos regionais de Minas

Aeroportos de Patos de Minas e Araxá registram quedas de até 90% no fluxo de viajantes após suspensão de rotas e redução de voos pela Azul Linhas Aéreas

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Avião Azul Diário do Comércio
Divulgação AZM

Entre janeiro e abril, os aeroportos de Patos de Minas e Araxá registraram quedas de 90% e 80% no transporte de passageiros em comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O recuo, que também atingiu Uberaba (-37%), Santana do Paraíso (-27,3%), Goianá (-18,9%), Governador Valadares (-14,2%) e Montes Claros (-13,9%), foi impulsionado por cortes de rotas da Azul Linhas Aéreas, que justificou as mudanças pela alta do dólar, pressão na cadeia global de suprimentos, restrições de frota e pela disparada do preço médio do querosene de aviação, que passou de R$ 3,30 para R$ 6,65 por litro entre fevereiro e maio de 2026. 

Veja quais aeroportos do interior sofreram as maiores quedas no fluxo de passageiros 

Conafe marca retomada do debate sobre o futuro do feijão

Minas Gerais deve colher cerca de 514,1 mil toneladas na safra 2025/26 e, neste cenário, sedia o 14º Congresso Nacional de Pesquisa do Feijão (Conafe) desta quarta-feira (27) a 29 de maio, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. O evento discute a importância nutricional do alimento, a diminuição do consumo e temas como melhoramento genético, uso de bioinsumos e agricultura familiar. Segundo o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Fábio Aurélio Dias Martins, o mercado nacional enfrenta grandes oscilações de preços porque o feijão carioca representa 70% do consumo e não é uma commodity, sendo produzido e consumido exclusivamente no Brasil.

Entenda por que o feijão carioca sofre grandes oscilações de preços 

EUA respondem por 1/4 do investimento estrangeiro no Brasil; Minas é destino-chave para aportes

Os Estados Unidos lideram o estoque de investimento estrangeiro no Brasil com cerca de 25% do total, impulsionados por aportes em tecnologia, finanças e na nova fronteira de terras-raras. Especialistas destacam que Minas Gerais é destino-chave devido à força multissetorial em áreas como indústria, mineração e agronegócio. Em contrapartida, o comércio de curto prazo enfrenta desafios, registrando recuo de 21,5% nas exportações mineiras para os norte-americanos no primeiro quadrimestre de 2026 frente a igual período de 2025, motivado por tarifas siderúrgicas e menor demanda por petróleo, cenário que depende de negociações tarifárias em andamento entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para ser revertido.

Veja os setores que transformam Minas Gerais em um destino-chave 

 

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