FIEMG cobra ação do governo brasileiro contra novo tarifaço dos EUA
Federação defende intensificação das negociações para ampliar exceções, reduzir impactos sobre exportações e preservar empregos e investimentos

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) defende uma atuação mais firme do governo brasileiro nas negociações com os Estados Unidos para tentar reduzir os impactos da nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos nacionais exportados ao mercado americano. Segundo a entidade, a prioridade deve ser intensificar o diálogo diplomático e comercial para ampliar as exceções, garantir regras mais claras para as empresas e preservar contratos, investimentos e empregos.
A nova sobretaxa pode se somar à tarifa de 25% já aplicada pelos Estados Unidos, elevando a carga para até 37,5% em alguns produtos. De acordo com coordenadora de Negócios Internacionais da FIEMG, Verônica Winter, o Brasil precisa agir com rapidez e capacidade técnica para evitar prejuízos à indústria nacional. "A prioridade deve ser ampliar as exceções, garantir previsibilidade às empresas e construir uma solução negociada que preserve contratos, investimentos e empregos", disse.
A entidade também defende que o governo mantenha negociações em alto nível com as autoridades dos Estados Unidos, mas sem abrir mão de medidas para defender os interesses do país. A nova cobrança norte-americana está relacionada a uma investigação sobre produtos fabricados com suposto uso de trabalho forçado. O Brasil está entre os países que podem ser atingidos pela medida.
Na avaliação da FIEMG, a diferença de tratamento em relação a outros países pode colocar os exportadores brasileiros em desvantagem e aumentar a insegurança para empresas que dependem do mercado americano. A entidade afirma que uma solução negociada é o melhor caminho para preservar o espaço dos produtos brasileiros nos Estados Unidos e garantir condições equilibradas de competição.
Governo anunciou medidas para empresas afetadas
A cobrança da FIEMG ocorre após o governo federal lançar o Plano Brasil Soberano III, com previsão de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço. A federação avaliou que a iniciativa pode ajudar os exportadores, mas afirmou que ainda é necessário analisar se os recursos serão suficientes diante do impacto das novas tarifas. A entidade também reforçou a necessidade de diversificação de mercados e de medidas que reduzam os efeitos da sobretaxa sobre a indústria brasileira.
Veja a nota na íntegra:
"FIEMG cobra atuação firme do governo brasileiro contra novo tarifaço americano
Entidade defende intensificação das negociações diplomáticas para ampliar exceções, reduzir impactos sobre as exportações e preservar empregos e investimentos no país
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) aposta na intensificação imediata das negociações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos como o principal caminho para reduzir ou modular a nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano.
A entidade também cobra uma atuação firme, técnica e coordenada do governo brasileiro para buscar a ampliação das exceções e a garantia de regras claras para as empresas, de modo a evitar o agravamento das barreiras impostas ao comércio entre os dois países.
"O Brasil precisa agir com firmeza, rapidez e capacidade técnica para evitar que essa nova tarifa comprometa ainda mais a competitividade da indústria nacional. A prioridade deve ser ampliar as exceções, garantir previsibilidade às empresas e construir uma solução negociada que preserve contratos, investimentos e empregos", disse a coordenadora de Negócios Internacionais da FIEMG, Verônica Winter.
Somada à tarifa adicional de 25% já em vigor, a nova cobrança pode elevar a sobretaxa a 37,5% para os produtos alcançados pelas duas medidas. Esse cenário aumenta o custo de acesso ao mercado norte-americano e coloca os exportadores brasileiros em desvantagem diante de concorrentes de países submetidos a alíquotas menores.
Para a FIEMG, a diferença de tratamento reduz a competitividade do Brasil, aumenta a insegurança para as empresas e pode provocar perda de contratos, redução das margens, queda da produção, adiamento de investimentos e impactos sobre os empregos.
A Federação defende que o governo brasileiro mantenha o diálogo em alto nível com as autoridades americanas, sem abrir mão dos instrumentos de defesa dos interesses nacionais. A prioridade deve ser a construção de uma solução negociada que preserve o espaço dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos e assegure condições mais equilibradas de competição."
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