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EUA anunciarão novas tarifas nesta quinta (23), e Brasil pode ser afetado

Casa Branca prepara pacote de tarifas para substituir alíquota global de 10% que expira nesta sexta-feira (24)

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Tarifas devem ser implementadas por Trump nesta sexta-feira (24)
Tarifas devem ser implementadas por Trump nesta sexta-feira (24) • SAUL LOEB / AFP

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fará um anúncio sobre as tarifas globais nesta quinta-feira (23), véspera do vencimento de uma sobretaxa de 10% imposta pelo presidente Donald Trump. A Casa Branca vai substituir as alíquotas após uma investigação contra 60 países, incluindo o Brasil, sobre o uso de trabalho forçado em produtos enviados para os americanos.

Questionada sobre o vencimento iminente das tarifas globais de 10%, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que haverá um anúncio ainda nesta quinta-feira. “Aguardem mais detalhes”, informou em coletiva de imprensa.

Essa sobretaxa de 10% foi uma resposta da Casa Branca após a Suprema Corte derrubar as tarifas globais que haviam sido criadas em abril de 2025 com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Na época, a Justiça argumentou que a legislação não autorizava o presidente a impor tarifas “unilateralmente”.

As novas tarifas devem ser implementadas após uma investigação do Escritório de Representação Internacional (USTR) sobre práticas de trabalho forçado em 60 países. O Brasil, que foi afetado por tarifas de 25% na última semana, deve ser sobretaxado com mais uma alíquota de 12,5%, fazendo com que a média do país suba para 37,5%.

Segundo o governo Trump, o Brasil e outras 59 nações teriam se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado. Entre os países que podem ser taxados estão aliados dos Estados Unidos, como Argentina, Emirados Árabes Unidos, Israel, Japão, Reino Unido, dentre outros.

Por sua vez, o governo brasileiro já afirmou que não reconhece a legitimidade da investigação do USTR. O Itamaraty argumenta que os EUA não apresentaram provas concretas e não há evidências de que bens produzidos com trabalho forçado no Brasil tenham entrado no mercado norte-americano.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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