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Brasil reassume liderança do ranking de juros reais mesmo após cortes na Selic

Levantamento aponta que o país voltou à primeira posição global ao considerar a diferença entre a taxa de juros e a inflação projetada

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Prédio do Banco Central
Prédio do Banco Central em Brasília • Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Brasil voltou ao topo entre as economias com maior juro real do mundo, mesmo com corte de 0,25 ponto na Selic anunciado nesta quarta-feira (17), segundo levantamente da Lev Intelligence e da MoneYou. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) recuou a taxa básica para 14,25% ao ano.

Com taxa real de 9,67%, o Brasil lidera a lista, com Rússia (9,31%) e Turquia (5,57%) completando o pódio. O estudo considera juros descontados da inflação projetada para os próximos 12 meses, utilizando taxas de mercado equivalentes a um ano.

O patamar elevou a posição do Brasil, que, nos últimos rankings, constava como a segunda maior alíquota global. Algumas economias desenvolvidas também figuram mais abaixo no ranking, com taxas reais próximas de zero ou até negativas, como é o caso da Suíça, -0,36%, da Argentina, -1,05%, e do Japão, -1,75%.

Já em relação a juros nominais, com o corte, o Brasil figura em quarto lugar, atrás apenas da Turquia (37%), Argentina (29%), e Rússia (14,50%).

Confira o top 10 de maiores juros nominais:

  • Brasil — 9,67%
  • Rússia — 9,31%
  • Turquia — 5,57%
  • México — 5,10%
  • África do Sul — 3,74%
  • Indonésia — 3,31%
  • Colômbia — 3,17%
  • Hungria — 3,02%
  • Polônia — 2,61%
  • Chile — 2,43%
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