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CDL/BH vê retomada do consumo após redução da Selic para 14,25%

A medida foi recebida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte como um sinal de alívio e um passo fundamental para que o setor produtivo recupere o fôlego

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Beto Nociti/BCB.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (17), a redução da taxa básica de juros (Selic) de 14,50% para 14,25% ao ano.

A medida foi recebida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) como um sinal de alívio e um passo fundamental para que o setor produtivo recupere o fôlego. A decisão, tomada de forma unânime, marca o terceiro recuo consecutivo da taxa.

Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, embora a Selic ainda permaneça em patamares elevados, a continuidade do ciclo de redução é fundamental para restaurar a confiança de consumidores e empreendedores. "A redução dos juros tende a ampliar a confiança dos consumidores para parcelar compras de maior valor, como eletrodomésticos, móveis e eletrônicos, segmentos que estão sob pressão desde o fim de 2024, quando o Banco Central iniciou o ciclo de aperto monetário", afirmou.

A retomada do fôlego é especialmente importante para as vendas a prazo. Com custos de crédito menores, a expectativa é de que os consumidores se sintam mais seguros para parcelar compras de maior valor, movimento que a CDL/BH considera essencial para ajudar na recomposição do orçamento das famílias. "Apesar do elevado nível de endividamento, a perspectiva de juros menores contribui para a recomposição do orçamento das famílias e tende a reduzir a inadimplência ao longo do tempo", completou.

O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, anunciado recentemente, foi determinante para reduzir as tensões no Oriente Médio e desobstruir rotas comerciais, o que provocou a queda nos preços do petróleo. Esse recuo ajuda a atenuar a pressão sobre os combustíveis e, consequentemente, sobre a inflação doméstica.

No Brasil, os indicadores também apontam para um cenário mais favorável. A inflação oficial de maio, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,58%, desacelerando em relação aos 0,67% observados em abril.

Ainda assim, o Copom mantém um tom cauteloso, observando que a inflação permanece acima da meta central de 3% e que o mercado de trabalho continua apresentando sinais de resiliência, o que exige uma calibragem precisa da política monetária nos próximos meses.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.