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Presidente da Petrobras afirma que descoberta na Foz do Amazonas é de petróleo

Poço exploratório fica na costa do Amapá, em uma região considerada estratégica para a produção brasileira de petróleo

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Magda Chambriard, presidente da Petrobras • Jefferson Rudy/Agência Senado

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou neste domingo (16) que a estatal encontrou petróleo na região da Foz do Rio Amazonas, em águas ultraprofundas na costa do Amapá. Segundo ela, a empresa já possui amostras do material coletado durante a perfuração do poço exploratório.

“Já temos amostras desse petróleo em mãos. É uma descoberta absolutamente relevante. Essa é uma nova fronteira para o Brasil”, afirmou Chambriard à CNN Brasil.

A executiva destacou que a descoberta pode representar um novo ciclo de investimentos no Amapá. A estimativa é que a produção de petróleo na costa do estado possa começar em seis ou sete anos, caso as próximas etapas de avaliação confirmem a viabilidade da exploração.

Apesar da confirmação da presença de petróleo, Chambriard ressaltou que ainda não é possível afirmar que se trata de uma descoberta comercial. A Petrobras precisa concluir a perfuração do poço Morpho e realizar novas avaliações para determinar o volume e o potencial das reservas.

A estatal informou inicialmente, na sexta-feira (14), ter identificado um intervalo portador de hidrocarbonetos no poço exploratório, por meio de perfis elétricos e indícios em rochas. As operações continuam para avaliar o potencial da área.

Impacto na produção brasileira

Para Chambriard, a descoberta também pode contribuir para a reposição das reservas brasileiras de petróleo e ajudar o país a manter sua posição entre os maiores produtores mundiais. Atualmente, o Brasil ocupa a sétima posição no ranking global de produção de petróleo. Segundo a presidente da Petrobras, a exploração da nova fronteira pode abrir caminho para que o país alcance a sexta ou até a quinta colocação.

A Margem Equatorial, onde está localizada a Foz do Amazonas, é considerada estratégica pela Petrobras. A região passou por anos de discussões sobre os impactos ambientais da exploração de petróleo, até que a empresa obteve autorização do Ibama para perfurar o poço exploratório. A Petrobras ainda precisa realizar novos estudos e perfurações antes de definir um eventual plano de produção na área.

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