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'BC falhou na supervisão do Banco Master', diz ministro da Fazenda

Dario Durigan aponta que caso do Banco Master teve origem na gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan • Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (17), em Brasília, que as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master tiveram origem em uma falha de supervisão do Banco Central (BC). A instituição financeira foi liquidada pela autoridade monetária em novembro do ano passado.

"Olha o que a gente viu no governo Bolsonaro, em especial na gestão Roberto Campos Neto. O caso do Banco Master nasce com a falha de supervisão do Banco Central", disse Durigan a deputados.

Segundo Durigan, a falha de supervisão está relacionada à queda contínua no número de servidores do Banco Central, associada à falta de recursos para a realização de novos concursos e mais contratações.

O ministro da Fazenda participou na manhã desta quarta-feira (17) de uma sessão conjunta das Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. A reunião teve como objetivo debater as diretrizes das políticas fiscais e econômicas conduzidas pelo governo.

Ao ser questionado sobre a proposta que confere maior autonomia ao Banco Central, Durigan defendeu o fortalecimento da autoridade monetária e de outras agências reguladoras. Contudo, o ministro da Fazenda indicou ter preocupações acerca do conteúdo da PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

Fachada do Banco Master, liquidado pelo BC em 2025 • Rovena Rosa/Agência Brasil
Fachada do Banco Master, liquidado pelo BC em 2025 • Rovena Rosa/Agência Brasil

A PEC amplia a autonomia do Banco Central, o que implica maior liberdade administrativa, um orçamento próprio para despesas, estrutura e pessoal, com menor dependência do Tesouro Nacional. A iniciativa é defendida pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.

"A gente não pode, a pretexto de fortalecer institucionalmente o Banco Central, criar uma série de distorções na contabilidade pública", disse Durigan.

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