Bolsas europeias fecham sem direção única entre incertezas políticas e novas tarifas
França enfrenta incertezas em relação ao novo primeiro-ministro Sébastien Lecornu e União Europeia ainda deve anunciar nova política monetária na zona do euro

As bolsas da Europa fecharam sem direção definida nesta quarta-feira (10), por causa do contexto político e geopolítico. Investidores estão atentos principalmente à situação na França, onde o novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, enfrenta incertezas sobre sua capacidade de aprovar o Orçamento em um Parlamento fragmentado.
A Novo Nordisk subiu 3,68% em Copenhague, após anunciar que cortará cerca de 11%, ou aproximadamente 9 mil funcionários, globalmente para economizar 8 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 1,3 bilhão) até o final do ano que vem.
Para o Deutsche Bank, não há sinais de que aprovar o orçamento francês "vá se tornar mais fácil, com a extrema-direita e a extrema-esquerda mantendo os apelos por eleições antecipadas". A questão comercial também voltou ao centro das discussões, depois de relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu à União Europeia que imponha tarifas de até 100% à China e a Índia por suas compras de petróleo russo.
O Banco Central Europeu (BCE) deve divulgar nesta quinta-feira (11) sua decisão de política monetária para a zona do euro. Para o Berenberg, a autoridade monetária está em posição confortável e não há necessidade de mudar a postura de política.
Investidores também seguirão atentos ao dado de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, após a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) divulgada nesta quarta não ter impactado as ações de maneira sólida.
*Com informações de Estadão Conteúdo
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



