Golpe do Pix errado cresce; entenda como funciona e veja como se proteger
Entenda como a engenharia social explora falhas de segurança no cotidiano dos usuários e saiba como o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central pode ajudar a recuperar valores em casos de fraude

O crescimento do uso do Pix trouxe consigo novas modalidades de fraudes financeiras. Uma das táticas que tem aumentado é o golpe do Pix errado, ele utiliza a boa-fé das pessoas para manipular.
Como funciona o golpe do Pix errado?
O criminoso faz um Pix de verdade para a conta da vítima. Em seguida, ele entra em contato via aplicativos de mensagens alegando o erro da transferência, e solicita a devolução do valor.
O risco reside no pedido específico de que o estorno seja feito para uma conta de terceiro (conta B), diferente daquela que originou o Pix. Ao realizar essa nova transação, a vítima envia seus próprios recursos ao golpista.
Paralelamente, o criminoso aciona o banco de origem alegando ter sido vítima de fraude, tentando recuperar também o valor original via sistema bancário.
Dicas de segurança:
- Confira o extrato: veja se o dinheiro realmente caiu e quem enviou
- Utilize a função "Devolver": instituições financeiras, como o Inter, possuem a função para os casos de erros. Essa função garante que o dinheiro retorne exatamente para a conta de origem
- Desconfie da urgência: o uso de tons desesperados ou pressa excessiva é uma característica comum em abordagens fraudulentas para impedir a análise lógica da vítima
Fui vítima do golpe do Pix, o que fazer?
Caso a fraude se concretize, o usuário deve acionar imediatamente o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Criado pelo Banco Central, o sistema permite que o banco da vítima notifique a instituição recebedora para bloquear os valores.
No Inter, o cliente pode iniciar o processo diretamente pelo Super App, reportando a transação suspeita. O prazo para registrar a reclamação é de até 80 dias após a data do Pix, com um período de análise de até 7 dias pelas instituições envolvidas.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Não devolver um Pix errado é crime?
Sim. A legislação brasileira caracteriza como apropriação indébita (Art. 169 do Código Penal) a permanência de valores recebidos por erro. A obrigação é devolver, mas a segurança jurídica do processo depende do uso dos canais oficiais de estorno dos bancos.
Como funciona o bloqueio pelo MED?
Após a denúncia, o banco avalia o caso. Se houver indícios de fraude, os recursos são bloqueados na conta do recebedor e, após a análise, devolvidos total ou parcialmente à vítima, dependendo da disponibilidade de saldo.
Qual a forma mais segura de devolver um Pix no Inter?
Acesse o extrato, selecione a transação recebida e clique em "Devolver valor". Este procedimento é o único que comprova o estorno correto junto ao Banco Central.
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