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Desenrola 2.0: população poderá renegociar dívida de até R$ 15 mil

Dados recentes do Banco Central reforçam a urgência da medida: o indicador de endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro

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Abono será pago aos trabalhadores nascidos em março e abril
Lançamento ocorre em um contexto econômico delicado e de forte apelo político • Marcello Casal Jr/Agência Brasi

O governo federal oficializou, na manhã desta segunda-feira (4), o lançamento da nova etapa do programa Desenrola Brasil, em cerimônia que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) e Paulo Pereira (Empreendedorismo).

A iniciativa surge como uma resposta estratégica ao cenário de endividamento recorde no país e permite que os beneficiários renegociem débitos de até R$ 15 mil por pessoa, com descontos expressivos que variam entre 30% e 90%.

Uma das principais inovações desta edição é a possibilidade de o trabalhador utilizar até 20% do saldo disponível no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação dos valores devidos.

O programa abrange uma ampla gama de passivos, incluindo dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e pendências com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), oferecendo taxas de juros limitadas a 1,99% ao mês.

Além dos incentivos financeiros, o Novo Desenrola introduz uma medida de caráter educativo e restritivo adiantada pelo presidente Lula em pronunciamento na última quinta-feira (30).

Os cidadãos que aderirem à renegociação ficarão impedidos de utilizar plataformas de apostas online, as chamadas "bets", pelo período de um ano. Durante a mensagem em rede nacional de rádio e TV pelo Dia do Trabalhador, Lula justificou a decisão ao afirmar que não é justo renegociar débitos enquanto se mantém a perda de recursos em jogos, destacando o impacto social dessas apostas nas famílias brasileiras.

O lançamento ocorre em um contexto econômico delicado e de forte apelo político, no qual o governo busca aliviar a pressão financeira sobre as famílias em meio ao ciclo de juros elevados e à proximidade da campanha de reeleição.

Dados recentes do Banco Central reforçam a urgência da medida: o indicador de endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, o maior patamar da série histórica iniciada em 2005.

Paralelamente, o comprometimento da renda com o serviço da dívida também registrou um recorde, alcançando 29,7%, o que evidencia a fragilidade do orçamento doméstico diante do atual cenário monetário.

Com informações de CNN Brasil

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