A segunda-feira (2) amanheceu mais silenciosa para o samba de Belo Horizonte. A
Em uma publicação tocante em suas redes sociais, Fabin ressaltou que Adriana não era apenas uma voz técnica, mas um canal de expressão para quem raramente é ouvido. Para ele, a cantora carregava consigo o peso e a beleza de suas origens na Pedreira Prado Lopes (PPL).
“Adriana Araújo carregava na voz o lamento do morro, da mulher preta e da favela que enfrentou todas as barreiras, dificuldades e preconceitos para mostrar sua arte ao mundo. Talvez, por isso, sempre gostou de cantar ao lado do povo, no chão, pois nunca se esqueceu suas origens e sua ancestralidade”, afirmou Fabin.
O compositor destacou a humildade da artista, que, mesmo ascendendo ao estrelato regional e dividindo o palco com nomes como Zeca Pagodinho e Leci Brandão, nunca abandonou o “chão da rua”. Segundo ele, esse contato direto com o povo era a forma de Adriana honrar sua ancestralidade.
Fabin comparou Adriana a uma tamarineira, uma árvore símbolo de resistência e ponto de encontro tradicional no universo do samba. Fabin recordou a trajetória da artista no bairro São Paulo, região Nordeste de BH, onde ela se consolidou no tradicional Bar do Cacá.
“Tinha consciência de seu papel no samba e não se entregou ao caminho mais fácil da fama. Manteve-se firme e altiva como uma tamarineira no bairro São Paulo, na Região Nordeste de Belo Horizonte, onde fez seu mundo e conquistou uma legião de admiradores.”
“Adriana Araújo foi múltipla, mas cantou Alcione como poucas. Com sua verdade, era realmente uma preta de tirar o chapéu! Fica aqui minha solidariedade a todos os familiares, fãs e amigos. Sua lembrança será eterna” concluiu o artista.”