‘Firme como uma Tamarineira': Fabin do Terreiro presta homenagem a Adriana Araújo

Adriana Araújo estava internada no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, após aneurisma cerebral, e morreu nesta segunda-feira (2)

Adriana Araújo, voz marcante do samba mineiro, morreu aos 49 anos

A segunda-feira (2) amanheceu mais silenciosa para o samba de Belo Horizonte. A partida prematura de Adriana Araújo, aos 49 anos, vítima de um aneurisma cerebral, gerou uma onda de comoção que uniu comunidades, artistas e fãs. Entre as diversas manifestações de carinho, Fabin do Terreiro sintetizou em palavras a essência da “Rainha do Samba” mineiro.

Em uma publicação tocante em suas redes sociais, Fabin ressaltou que Adriana não era apenas uma voz técnica, mas um canal de expressão para quem raramente é ouvido. Para ele, a cantora carregava consigo o peso e a beleza de suas origens na Pedreira Prado Lopes (PPL).

“Adriana Araújo carregava na voz o lamento do morro, da mulher preta e da favela que enfrentou todas as barreiras, dificuldades e preconceitos para mostrar sua arte ao mundo. Talvez, por isso, sempre gostou de cantar ao lado do povo, no chão, pois nunca se esqueceu suas origens e sua ancestralidade”, afirmou Fabin.

O compositor destacou a humildade da artista, que, mesmo ascendendo ao estrelato regional e dividindo o palco com nomes como Zeca Pagodinho e Leci Brandão, nunca abandonou o “chão da rua”. Segundo ele, esse contato direto com o povo era a forma de Adriana honrar sua ancestralidade.

Fabin comparou Adriana a uma tamarineira, uma árvore símbolo de resistência e ponto de encontro tradicional no universo do samba. Fabin recordou a trajetória da artista no bairro São Paulo, região Nordeste de BH, onde ela se consolidou no tradicional Bar do Cacá.

“Tinha consciência de seu papel no samba e não se entregou ao caminho mais fácil da fama. Manteve-se firme e altiva como uma tamarineira no bairro São Paulo, na Região Nordeste de Belo Horizonte, onde fez seu mundo e conquistou uma legião de admiradores.”

“Adriana Araújo foi múltipla, mas cantou Alcione como poucas. Com sua verdade, era realmente uma preta de tirar o chapéu! Fica aqui minha solidariedade a todos os familiares, fãs e amigos. Sua lembrança será eterna” concluiu o artista.”

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Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.

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