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Valdir Barbosa: UE mantem veto às carnes brasileiras. E quem paga o prejuízo dos produtores?

Mel, pescados, carne de frango e seus derivados podem ter exportação liberada nos próximos meses

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É falso: China não aplicou nova tarifa à carne bovina do Brasil, diz MAPA
Canva/ Reprodução

Amigas e amigos do Agro!

3 de setembro é o dia que vai ficar marcado na história do agronegócio brasileiro, especificamente no setor da pecuária onde o Brasil lidera hoje a produção e exportação de carne bovina, também o maior exportador de frango.

A partir de hoje a carne bovina se torna um produto proibido nos 27 países da União Europeia, até que as autoridades do governo brasileiro deixem de negligenciar as regras de um contrato assinado em 2019. Ninguém, nesse período de 7 anos, fez qualquer alerta aos produtores de carnes sobre o uso proibido de antimicrobianos.

São produtos que incentivam o crescimento dos animais e proibidos pelas normas sanitárias europeias. E nem todos os criadores brasileiros usam dessa ferramenta, só que o governo federal não tem protocolos, uma certificação garantindo a parcela de criadores que seguem as regras europeias.

E o governo teve a coragem de dizer que foi pego de surpresa com a decisão dos europeus. E o prejuízo de quase 2 bilhões de dólares que vai para os pecuaristas e cofres brasileiros, quem vai assumir?

A CNA - Confederação Nacional da Agropecuária - ja enviou oficio ao governo brasileiro alertando sobre os impactos no setor da pecuária.

Itatiaia · COLUNA_-_AGRO_-_03.09.26_-_quinta-feira_-.mp3

A Noruega também vetou a compra da carne brasileira. A partir de janeiro pode ser o Reino Unido, logo agora que o Brasil reabre renegociações com Japão e Coreia do Sul, os mais exigentes com a qualidade de suas exportações.

Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, informa que havia 15 mil produtores habilitados para exportar para os europeus, mas com as exigências protecionistas europeias, hoje são mil e 500. Só que não houve reação do governo nesse caso.

Enquanto isso, navios carregados da Argentina, Uruguai e Paraguai vão subindo pela costa brasileira levando carnes para a União Europeia.

Em tempo:

O diretor-presidente da Alagro - Academia Latino-americana do Agronegócio - Manoel Mário de Souza Barros enviou nota publica ao Ministro Edson Fachin, presidente do STF, pedindo rigorosa apuração dos fatos que deixam em dúvida o Supremo Tribunal Federal:

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

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