União Europeia diz outro NÃO à carne bovina brasileira
Brasil teve tempo suficiente para cumprir as normas sanitárias europeias, agora corre contra o tempo para se regularizar

Por que as autoridades da agropecuária brasileira não falam a verdade sobre a carne bovina que a União Europeia está bloqueando?
Os europeus disseram mais um NÃO ao governo brasileiro sobre a entrada da carne bovina no continente, enquanto não forem obedecidas as regras sanitárias exigidas.
No dia 12 de maio, a União Europeia retirou o Brasil da relação de países autorizados a exportar produtos de origem animal, como carnes bovina e de frango, ovos e mel a partir de 3 de setembro.
O governo se mostrou indignado com a decisão dos europeus, mas logo em seguida soube-se que na primeira semana de abril o Brasil havia recebido um aviso e uma cobrança sobre questões sanitárias exigidas no acordo com o Mercosul.
Na verdade, desde quando foi assinado o primeiro acordo com a União Europeia, em outubro de 2024, o Brasil sabia que era proibido o uso de antimicrobianos nos animais.
Incompreensível porque as autoridades não tomaram as devidas providencias! Na última recente tentativa o Brasil propôs seguir as normas europeias de forma gradual, se adequando 100% até 2029. Resposta imediata, NÃO!
O vice-presidente Geraldo Alkimin afirmou que o Brasil está preparando todos os documentos que serão entregues aos europeus. Vamos aguardar!
Talvez, por motivos como esses, Japão e Coreia do Sul ainda não disseram SIM à carne bovina brasileira.
Nessa quarta e quinta, o Senado e a Câmara dos Deputados votam o Desenrola do Agro. Depois vem o seguro rural que deixa 95% do agropecuarista à céu aberto. Já se sabe que o fenômeno El Niño vai chegar rasgando.
Itatiaia Agro
Valdir Barbosa
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



