Mercado da carne bovina pode se complicar com omissão do Ministério da Agricultura
Se for mantido o tarifaço da China e o bloqueio para a Europa, mercado da carne entra em crise

Amigas e amigos do Agro!
Convencer o governo chinês de não sobretaxar a carne bovina brasileira no segundo semestre, aparentemente, é uma preocupação do Ministro da Agricultura André de Paula, que está na China tratando desse assunto.
Se o Brasil não conseguir suspender esse tarifaço chinês que de 12% vai para 67%, a partir da segunda quinzena de junho os frigoríficos começam a diminuir os abates e o mercado doméstico vai ser atingido com os produtores ficando com os pastos cheios de gado e os preços despencando no mercado.
Vale lembrar que a partir de setembro a União Europeia também bloqueia a entrada das carnes bovina, frango e ovos no velho continente, por causa do uso de antibióticos proibidos na Europa.
E surge um fato muito grave no caso dos antibióticos revelado pela Folha de São Paulo. 40 dias antes da União Europeia informar sobre o bloqueio das carnes, o ministério da agricultura já tinha sido avisado sobre a decisão.
Aliás, esse aviso de 40 dias é o segundo. O primeiro documento oficial do acordo com a União Europeia veio em outubro de 2024.
O grave é que nenhuma providencia foi tomada e quando a União Europeia anunciou o bloqueio, aqueles que falaram sobre o assunto se mostraram completamente indignados, surpresos e disseram que os relatórios seriam entregues aos europeus e tudo estaria resolvido.
Esse comportamento do Ministério da Agricultura tem 3 alternativas para interpretação: negligencia, incompetência ou má fé!
Caso a China mantenha o tarifaço contra o Brasil e o Mapa não consiga desbloquear a entrada das carnes na Europa, poderemos ter um desequilíbrio no mercado nunca visto anteriormente.
Itatiaia Agro
Valdir Barbosa
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.
