Valdir Barbosa: preços da carne em alta para o consumidor, mesmo com queda nas exportações
Por enquanto as previsões indicam preços com pequenas oscilações até outubro, entretanto com possibilidade de novo recorde em dezembro

Amiga e amigos do Agro!
Com a cota de exportação para a China praticamente esgotada e o balanço de vendas do final de semana no mercado interno com o Dia dos Pais, além dos salários caindo na conta do consumidor, são dados importantes para os novos caminhos da carne bovina até o final do ano.
O mercado futuro da B3 fechou com preços firmes no final da semana com os contratos de agosto fechados em 347 reais, 348,80 reais em setembro e chegando a 363 reais em dezembro.
As exportações para a China caíram pela metade no mês de julho e vão se diluindo ainda mais a partir de agora. Lembrando que a partir do dia 3 de setembro, estará bloqueado o embarque da carne bovina para a União Europeia por causa do uso de antimicrobianos.
O abate de bovinos no Brasil esse ano deve alcançar a 40 milhões de cabeças contra 42 milhões no ano passado.
A exportação para os Estados Unidos em julho somaram 26 mil toneladas, o dobro do exportado no mesmo período ano passado que foi de 12 mil e 600 toneladas, diante do antigo tarifaço de Donald Trump.
Diante de tanto vaivém da carne bovina, a única previsão do mercado é que não há perspectiva de queda de preços para o consumidor. Poderá haver ligeira oscilação para cima e para baixo, nada significativo.
O açúcar é bola da vez no comercio entre Brasil e Estados Unidos. Trump reduziu em 36% a cota autorizada com tarifa reduzida. O motivo é único e envolve a tarifa de 18% que o Brasil cobra na entrada do etanol americano em nosso mercado.
A soja brasileira, mesmo tendo a China como seu principal mercado, vai concorrendo com os Estados Unidos mas sem previsão de perder o mercado chinês.
A China na primeira semana de agosto comprou 1 milhão de toneladas dos americanos, que apresentaram preços mais baratos que a soja brasileira.
Entretanto, ano passado a China assinou contrato para a compra de 25 milhões de toneladas/ano dos Estados Unidos.
Do Brasil os chineses compraram 87 milhões de toneladas, um mercado amplamente favorável aos produtores brasileiros.
Valdir Barbosa
Itatiaia Agro
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



