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Reino Unido se junta à UE e também pode bloquear entrada da carne brasileira

Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), uma das entidades mais organizadas do setor, deve continuar exportando frango e ovos para a União Europeia; o boi é um processo bem complicado

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Será que a carne brasileira será bloqueada no Reino Unido? • Pixabay/Reprodução

 

Amigas e amigos do Agro!

O bloqueio das carnes brasileiras na União Europeia tem o seu lado político? Sim! A prova é que a França, Áustria, Polônia e Irlanda são os principais países que combatem essa importação. Todos sabem que a concorrência com o Brasil é derrota na certa, porque a capacidade de produção do nosso pecuarista é incontestável. E carne com qualidade!

A cada capítulo da novela, os europeus apresentam uma novidade para bloquear o comércio e vão empurrando com a barriga a decisão sobre o acordo definitivo entre Mercosul e União Europeia.

A última barreira criada foi a proibição do uso de antimicrobianos, como antibióticos e produtos adicionados à ração para ganho de peso.

A SRB - Sociedade Rural Brasileira - quer que o governo levante a cabeça e apresente os documentos de rastreabilidade, comprovando que os europeus estão equivocados.

Pecuaristas de vários estados, como os do Paraná e Mato Grosso, já deram o grito e garantem a qualidade de suas carnes. O presidente da ABPA, Ricardo Santin - que tem a União Europeia como terceiro maior cliente da carne de frango também avaliza a qualidade da carne brasileira.

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O vice-presidente Geraldo Alkimin reafirmou que vai se empenhar para inverter o processo, mas onde está em grossas palavras, a pasta com os documentos que a Europa exige. Porque Argentina, Uruguai e Paraguai continuam embarcando suas carnes para o velho continente?

O governo dormiu no ponto com as exigências europeias. O Reino Unido estuda a possibilidade de também bloquear as carnes brasileiras.

Só lembrando que há uma campanha forte na Europa contra os antimicrobianos, que causam a formação de superbactérias. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de doenças, a previsão é que as superbactérias até 2050, matem mais pessoas que o câncer.

Atualmente, causam a morte de 35 mil pessoas ano na Europa. À nível mundial são cerca de 1 milhão e 300 mil pessoas mortas, o equivalente a população de Porto Alegre, um prejuízo na Europa de 12 bilhões de euros ano.

A revista cientifica inglesa The Lancet, uma das mais antigas e respeitadas do mundo, tem um trabalho extenso sobre o aumento do uso de antibióticos que aos poucos vão sendo derrotados pelas superbactérias.

A questão com as carnes e a União Europeia, tem profundidades politicas e sanitárias.

Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.