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Novo Compass brasileiro só vai chegar como modelo 2028 eletrificado

Stellantis vai tentar correr atrás da perda de mercado com o MHEV 48V

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UV vai incorporar a nova tecnologia Bio-Hybrid e-DCT de 48 volts • Divulgação

A próxima geração do Jeep Compass fabricada em Goiana (PE) seguirá um caminho diferente do modelo europeu. Já tratamos do tema mas a novidade é que ele será a cópia e semelhança do SUV vendido no Velho Continente. Por lá ele migrou para a plataforma STLA Medium, preparada para versões híbridas plug-in e 100% elétricas.

Será que nesse meio termo teremos a importação do modelo elétrico? Nada está claramente definido. A operação brasileira permanecerá utilizando a arquitetura modular Small Wide, adaptada à realidade industrial e econômica da América do Sul.

Recentemente Antônio Filosa, CEO mundial do grupo, repetiu o que disse no Investor Day, nos Estados Unidos, sobre a regionalização dos veículos e investimentos locais.

A planta de Goiana passa por um processo de ampliação do complexo que visa receber a novata chinesa do grupo, Leap Motor. Os modelos C10 e B10 devem ser montados ainda em novembr, próximo do prazo de chegada do compacto elétrico B03X.

A decisão de regionalização da Stellantis, que prioriza a nacionalização de componentes, envolve, claro, custos de produção e aproveitamento da cadeia de fornecedores instalada em Pernambuco.

O Compass brasileiro preservará uma base técnica já consolidada, mas receberá a evolução em design, conectividade, segurança e tecnologias, ficando visualmente muito próximo do modelo europeu. Já confirmamos nos bastidores com fontes ligadas à empresa.

O SUV vai incorporar a nova tecnologia Bio-Hybrid e-DCT de 48 volts, desenvolvida para os modelos produzidos em Goiana, como já utiliza o Commander, Renegade e Fiat Toro. O conjunto combina o motor 1.3 Turbo Flex T270 com uma transmissão automatizada de dupla embreagem equipada com um motor elétrico integrado.

Nesse ponto, um híbrido leve bem melhor e mais eficiente comparado ao 12 volts aplicado no Pulse, Fastback e no Jeep Avenger que será lançado no dia 12 deste mês.

O MHEV permite uma redução de emissão de CO₂, respostas mais rápidas ao acelerador, de fato provamos no Renegade, e uma condução mais refinada, sem necessidade de recarga externa. O consumo, a engenharia fala que é outro atrativo.

A Jeep precisa correr para enfrentar os chineses no mesmo jogo. O Compass 2028 tem predicados para isso e, quem sabe, os engenheiros conseguem aplicar o sistema Reev, como no LeapMotor C10. Produzindo ou importando.

Com essa estratégia, o Compass eletrificado "made in Brazil” deve apostar no preço como valor de conquista e sendo mais competitivo, capaz de trazer de volta o cliente que "deu um tempo" na marca.

Números
A Jeep manteve praticamente estável sua participação no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. A marca emplacou mais de 56 mil veículos.

Já para o Compass, o cenário foi diferente. O SUV perdeu volume no primeiro semestre de 2026, mesmo mantendo a liderança entre os SUVs médios. Foram 27.038 unidades emplacadas, uma retração de 1,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Seus principais concorrentes são: BYD Song Pro, GWM Haval H6, Changan Uni-T, Caoa Chery Tiggo 7, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos.

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Jornalista, creator, diplomado pela Universidade Católica de Pernambuco, técnico em mecânica e premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país. Atua no segmento desde 1995 e está presente nas principais coberturas de lançamentos e salões nacionais e internacionais.

 

 

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