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Basta ao preconceito no futebol 

Casos de racismo se multiplicam no Brasil nas últimas semanas

Raphael Ramos, lateral do Corinthians, é acusado de chamar Edenilson de macaco

O futebol tantas vezes decantado como capaz de unir culturas e povos, sem distinção de credo, raça ou origem, está sendo manchado cada vez mais por gestos e atos de discriminação racial, no Brasil e na América do Sul.

Nas últimas semanas os casos tem se acumulado, com os agressores se expondo publicamente de uma forma nunca antes registrada. Sem medo de serem punidos, perdendo completamente o pudor.

A pergunta é: o que leva um ser humano a ser preconceituoso, buscar diminuir seu semelhante através de gestou ou palavras que machucam?

Na música Fogo nos racistas, a banda mineira Black Pantera começa dizendo: “Eu sei, nossa simples existência já é uma afronta”.

Essa é uma infelizmente realidade que estamos presenciando no dia a dia, em todos os lugares e mais escancarado nos últimos eventos esportivos. Os casos estão acontecendo em profusão. Teve torcedor do Boca Juniors, da Argentina, imitando macaco na partida contra o Corinthians; no Equador, torcedores do Emelec foram flagrados realizando gestos racistas direcionados aos torcedores Palmeiras; na vitória do Flamengo diante da Universidad Católica, torcedores do time chileno fizeram gestos imitando macacos; no jogo entre River Plate x Fortaleza, um torcedor ironizou os brasileiros mostrando uma banana.

A Conmebol puniu os clubes argentino, equatoriano e chileno, com multas. Mas será que isso é o suficiente?

Aqui em nosso país, o jogador Fellipe Bastos, do Goiás, denunciou ter sido chamado de “macaco” por torcedor do Atlético-GO, no clássico entre as duas partidas pelo campeonato brasileiro. Na partida entre Internacional e Corinthians,

o volante Edenilson, da equipe gaúcha, acusou o lateral português Rafael Ramos, do time paulista, de tê-lo chamado de macaco.

Sem falar nos cantos homofóbicos entoados nas arquibancadas dos estádios desse pais.

Essa questão do racismo é bem mais complexa do que manifestações condenáveis em partidas de futebol. É uma questão social e com um amplo campo de debate, que envolve todas as áreas da nossa sociedade.

No futebol, as instituições que o regem no Brasil e na América do Sul prometem trabalhar mais á fundo. A Conmebol fechou um acordo com as Defensorias Públicas dos Governos do Brasil e do Paraguai para desenvolverem estratégias de combate e conscientização quanto ao racismo.

Enquanto a CBF promete promover agora em junho um seminário de combate ao racismo, envolvendo representantes da Fifa, da Conmebol, dos clubes que disputam os torneios organizados pela CBF, além de dirigentes de federações, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva e do Ministério Público.

Dessas ações (que são válidas), comungo do mesmo pensamento do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, que já declarou não concordo apenas com pena de multa ao clube que tiver um torcedor racista e defende uma punição mais dura no âmbito esportivo. O presidente da CBF quer que o time do torcedor identificado cometendo um ato racista perca pelo menos um ponto na tabela do campeonato.

Independente das punições, o preconceito racial, de gênero, em todas as suas formas, precisa ser combatido urgentemente.

Como diz a letra da música Quem planta o preconceito, do Natiruts:

“Crianças não nascem más. Crianças não nascem racistas. Aprendem o que a gente ensina”.

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