Venezuelana ganha Nobel da Paz e deixa pra trás Lula e Trump
Presidentes das duas principais economias do mundo desejam a condecoração

A indicação do Prêmio Nobel da Paz para Maria Corina Machado, opositora de Nicolás Maduro, na Venezuela, dividiu opiniões. A ex-deputada tem paradeiro desconhecido e mesmo sem cargo político será condecorada com a honraria desejada tanto por Lula quanto por Trump.
Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nunca falou sobre o assunto, mas segundo o entorno do presidente ele gostaria de receber um Nobel da Paz. Desde o início do mandato, tem se apresentado como um interlocutor disponível para mediar conflitos como entre o Hamas e Israel e entre Rússia e Ucrânia, sem sucesso. Na ONU, sem avançar com Trump, Volodymyr Zelensky voltou a procurar o brasileiro para ajudar, mas ainda sem resultado.
Trump
Trump tem agido na mesma esteira, só que com um poderio bélico e econômico muito maior. Na semana em que o ataque do 7 de outubro completou 2 anos, o americano conseguiu o acordo e, finalmente, o cessar-fogo na Faixa de Gaza.
O esforço recente não foi suficiente e Lula e Trump seguem sem o tão sonhado Nobel da Paz, prêmio que já coroou Barack Obama e Nelson Mandela.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



